Changing Plain Jane

Este blog é sobre beleza, vida saudável e lifestyle. Tenho um interesse especial em beleza sem químicos nocivos.

This blog is about beauty, healthy life and lifestyles. I have a special interest in Green Beauty.

sábado, 15 de setembro de 2012

Estou deprimido, o que fazer para melhorar?


Há tantas pessoas no mundo que estão “deprimidas” e sentem-se estigmatizadas e diferentes, como se  andassem por aí com um grande cartaz ao pescoço dizendo: “Fique longe de mim, eu tenho depressão.” Algumas pessoas carregam um peso enorme por diagnósticos exagerados, por crenças irrealistas acerca do seu problema, tudo devido à catalogação depreciativa do problema que enfrentam. Eu não sou apologista de rótulos que depreciam a pessoa, ou pior, que a remetem para um estado de vitimização que prejudica o estado em que se encontra. Os equívocos que giram em torno da depressão, dos estados deprimidos e do seu tratamento ou superação por vezes não permitem que a pessoa que se depara na sua vida com esta situação a encare de forma funcional e esperançosa. A pessoa tende a cair nas malhas da catalogação, assumindo rótulos do género:
  • “Eu sou deprimido.”
  • “Eu sou Bipolar.”
  • “Eu tenho depressão crónica.”
  • “Eu tenho de tomar medicação para o resto da vida.”
deprimida

VOCÊ É MAIS QUE O SEU ESTADO DEPRIMIDO

Mesmo na presença da depressão ou de um estado deprimido breve, a pessoa nunca é nada destas coisas. A pessoa que se encontra perante uma situação do género não se define meramente pelo seu estado ou transtorno que possa estar a sofrer. A pessoa é muito mais que isso, continua a ser mãe, pai, filho, irmão, aluno, colega, amigo, trabalhador, atleta, pintor, entre outras. A pessoa que sofre continua a ser aquela que pretende melhorar o estado em que se encontra, e esse estado não representa aquilo que ela é.
Quando nós nos rotulamos não há jeito de evitar assumirmos a ideia que temos de como é ser-se deprimido ou ter depressão ou qualquer outra coisa. A pessoa cola-se a essa ideia (na maioria das vezes uma ideia depreciativa), conduzindo-se a si mesma para uma cooperação que a mantém nesse estado de ser. É um pouco semelhante ao comportamento de algumas das mulheres que são vítimas de abuso. Uma das principais razões porque as mulheres agredidas ficam com os seus parceiros é porque elas não acreditam que têm a capacidade de fazer qualquer coisa em seu benefício, porque os seus parceiros retiraram-lhes a sua confiança ao longo dos anos. Estas mulheres foram desautorizados porque foram ouvindo muitas vezes dos seus parceiros, frases do tipo:  ”Você é inútil ” ou ” Você não é boa em … ” ou ” Você não pode fazer isso” ou “Você é fraca. ” Este é o tipo de perda de confiança e de esperança que acontece com as pessoas quando estabelecem rótulos a si mesmas. Simplesmente perdem a capacidade de se ajudarem a si mesmo. A pessoa julga não conseguir mudar a sua vida para melhor.

TRISTEZA, DEPRESSÃO E APEGO À CATALOGAÇÃO

O crescente aumento da depressão um pouco por todo o mundo é algo de paradoxal. Facilmente conseguimos perceber que as condições de vida têm vindo a melhorar, as pessoas possuem mais riqueza, mas parece não estar a promover a satisfação de vida geral de uma grande percentagem das pessoas. O dinheiro e o materialismo não trás necessariamente felicidade. E, na atualidade temos vindo a ficar rotulados como um mundo mais deprimido.
Mas, será que as pessoas em geral estão realmente sentindo-se mais deprimidas ou por vezes passam por um período prolongado de tristeza?
É, que assumir que se tem depressão como algo estático e passar a catalogar-nos como uma pessoa deprimida, pode conduzir-nos à aceitação da situação, perdendo a esperança num tratamento e/ou superação total. E, na verdade isto pode ser mera ilusão criada por um sistema que empurra as pessoas para este tipo de conclusões. Não pretendo passar a mensagem que a pessoa que se sente deprimida não sofre, ou que está a sofrer porque quer. Nada disso. O que pretendo dizer é que a depressão ou os estados deprimidos, são algo temporário, que podem ser melhorados ou superados na totalidade. Ou, que na verdade pode não ser depressão, ou que pode não ser apenas depressão.
Em muitos casos, e alguns dos quais eu atendi em consulta, a pessoa está sentindo uma tristeza profunda. A tristeza por uma vida que não tem como pretende, tristeza por não ter um relacionamento satisfatório, tristeza por não estar num trabalho em que se sinta realizada ou valorizada, a pessoa encontra-se triste. A tristeza pode levar a pessoa ao sentimento de desespero por percepcionar que não tem a vida que deseja.
É exatamente no sentimento de tristeza que podemos pegar para que a pessoa entenda um conjunto de coisas que se passam com ela, no sentido de a capacitar para se ajudar a si mesma. Expliquei aprofundadamente esta questão nos artigos: Tristeza, qual o seu propósito? e O lado positivo do desapontamento e da tristeza. No exato momento que você perceba que a sua depressão ou estado deprimido temporário estabelece uma forte relação com a sua tristeza profunda, pode formular uma pergunta tremendamente capacitadora:
“O que posso fazer para me sentir melhor?”
Quando nós nos rotulamos como “Eu tenho depressão” ou “Eu sou deprimido” ou “Eu sou triste” a nossa mente não tem como fugir a essa declaração, tomando isso como um fato, não há como mudar. Isto pode ser chamado de catalogação. Neste sentido, a  catalogação pode ser considerada quando tomamos um verbo ou adjetivo e transforma-mo-lo num substantivo estático. Um estado como a depressão torna-se num enorme e às vezes intransponível estado esmagador do ser.
É mais capacitador, funcional e esperançador dizermos e termos a noção de “estar deprimido” como algo transitório, que tem um inicio, e mais importante um fim. Uma catalogação é como um bloco, percepciona-se como algo intransponível. Ao olhar o seu estado deprimido ou a sua depressão como algo transitório, possível de melhoria e de superação total, você assume que é algo que está simplesmente bloqueando o seu progresso. E como tal, pode ser removido.
O que soa mais duradouro?: “Eu tenho depressão.” ou “Estou a sentir-me deprimido.”
Desapegue-se da catalogação que foi construindo na sua cabeça. Olhe para si mesmo como alguém que é mais do que o seu estado deprimido ou que a denominação de um transtorno de humor conhecido como depressão. Você é aquela pessoa que está a ser afetada por algo que pode ser melhorado, superado e acima de tudo que consegue aprender a lidar com a situação no sentido de olhar para si mesmo com capacidade para melhorar. Aprofundei este assunto no artigo:Saiba como lidar com a depressão.

VOCÊ É UM SER SENSÍVEL

Quando você está sentindo alguma coisa é porque está vivo no seu interior, quando você não sente absolutamente nada sobre qualquer coisa, então isso é quando você sabe que algo está organicamente ou clinicamente errado. Os rótulos que são colocados em cima de nós, particularmente os rótulos negativos, depreciam-nos, retiram-nos capacidade quando começamos a identificar-nos com eles e a internalizá-los como algo concreto e imutável.
Com que rótulos você se identifica que possam estar a prejudicar a sua recuperação ou melhoria?
É normal sentir sensações desagradáveis no corpo. É comum ficarmos tristes, frustrados, desesperançados, angustiados, confusos, irritados. Todos estes sentimentos pertencem-nos enquanto seres humanos. É na verdade aquilo que faz de nós o que somos: seres sensíveis. Os sentimentos e as emoções permitem-nos retirarmos informação acerca dos acontecimentos exteriores, o quanto gostamos ou não gostamos do que nos acontece, daquilo que fazemos ou obtemos das nossas ações. Os nossos sentimentos reagem igualmente aos eventos internos, ou seja, aos nossos pensamentos acerca daquilo que pensamos e que sabemos estar a sentir. É a partir da interpretação que cada um de nós faz acerca daquilo que nos acontece, do resultados dos nossos comportamentos e atitudes e igualmente daquilo que pensamos acerca de nós próprios, dos outros e do mundo em geral que geramos um estado de ser.
É importante termos a noção que interpretamos as sensações que sentimos no corpo, e que essas interpretações são traduzidas num sentimento ou emoção, e que por sua vez esses sentimentos construídos pela nossa interpretação fazem emergir um determinado estado de ser. Se esse estado de ser é um estado deprimido e o continuarmos a alimentar com interpretações idênticas aquelas que nos conduziram até esse estado negativo, então entramos numa espiral negativa. Essa espiral negativa crescente promove a fusão ou colagem a esse estado de ser deprimido, emergindo a catalogação. Uma vez instituída a catalogação a pessoa entra numcomportamento autosabotador da sua melhoria.
Provavelmente o gatilho para esta espiral negativa e depreciativa tem inicio numa tendência crescente para a hipersensibilidade às sensações e sentimentos negativos. É como se tendêssemos a negarmo-nos como seres humanos que somos. Aprofundei este assunto no artigo: 007 permissão para ser humano.
deprimido

EVITE SABOTAR A SUA RECUPERAÇÃO

Quando as más sensações e os sentimentos negativos perduram no tempo. Quando a frequência, intensidade e duração dos mesmos atingem proporções extremas, por certo a pessoa fica incapacitada, afetando-lhe a sua funcionalidade de vida. A pessoa cansa-se de recorrentemente sentir-se mal. No entanto é necessário ganhar-se consciência que tudo isso pode estar a ser promovido pelo tipo de discurso e crenças que essa pessoa foi desenvolvendo ao longo do tempo. Em consulta psicológica, e em conversa com algumas pessoas que estavam a passar por momentos difíceis na sua vida, percebi que foram desenvolvendo um diálogo interno sabotador e prejudicial para a sua recuperação.
Apresento uma lista do discurso e crenças mais comuns que foram desenvolvendo:
  • Não dizer a ninguém como se estavam sentindo.
  • Confiar nos seus pensamentos irracionais.
  • isolamento.
  • Acreditar que se sentiriam mal para sempre.
  • Escolhas prejudiciais para a saúde (álcool, comida em excesso, pouco descanso ou descanso em excesso, ausência de exercício físico).
  • Recusar procurar ajuda.
  • Fingir que está tudo bem.
  • Afastamento dos seus amigos uma vez que todos parecem estar indo tão bem.
  • Entregar-se ao sentimento de culpa e sentimentos de constrangimento.
  • Pesquisa na Internet para obter informações ou alívio.
  • Aumento do egoísmo e parar de preocupar-se com os outros.
  • Parar radicalmente de tomar os medicamentos, se eles não estão ajudando.
  • Questionar-se acerca da eficácia da terapia.
  • Resistência a sugestões de amigos e familiares de suporte.
Evidentemente que num estado deprimido torna-se difícil fugir a alguns dos pensamentos expressos na lista anterior. É mais comum a pessoa colar-se ao pensamento depressivo. Mas lembre-se, assim como qualquer condição médica, a recuperação da depressão exige trabalho e esforço. Por exemplo, pense sobre a terapia física, que segue a uma lesão ortopédica. Certamente é difícil andar de bicicleta estacionária depois de uma operação do joelho? É horrível. Mas também é vital para a recuperação.
Sentir-se melhor não é apenas o resultado da sua melhoria, isso é parte dela. A recuperação da depressão envolve uma combinação do que o seu médico, a sua medicação (caso tenha recorrido a ela), o seu terapeuta ou psicólogo, o seu parceiro, os seus entes queridos e você podem fazer juntos. Não subestime o poder que você tem para fazer a diferença no seu processo de recuperação.
Na grande maioria das vezes é aconselhável que procure ajuda profissional, no sentido de cumprir um programa de tratamento estruturado e acompanhado por quem tem conhecimento técnico. Aprofundei este assunto no artigo: Depressão, como aceitar que precisa de ajuda psicológica?Ainda assim, é primordial entender que será sempre você mesmo que fará a diferença na sua própria recuperação. O seu querer, o seu empenho e desempenho naquilo que se propuser a fazer ou que lhe sugiram que faça irá por certo influenciar a sua melhoria.
Perguntas-me qual foi o meu progresso? Comecei a ser amigo de mim mesmo. – Séneca

http://www.escolapsicologia.com/estou-deprimido-o-que-fazer-para-melhorar

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A procura do amor

Não podemos esquecer de amar para nos sentirmos completos e vivos por dentro, quero-me apaixonar de novo!



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Tem olheiras?



O PROBLEMA 
A área do contorno dos olhos constitui uma preocupação universal, figurando entre os problemas de pele mais comuns em todo o mundo, independentemente da idade e da etnia. São muitos os factores que podem contribuir para este problema, incluindo o cansaço, o stresse, a idade, a desidratação, a má circulação, a inflamação e factores hereditários. Para além disso, o facto de a pele que rodeia os olhos ser mais fina também pode fazer com que as olheiras se tornem mais evidentes. 


Através de pesquisas recentes, os cientistas da Clinique descobriram que uma das grandes causas das olheiras é a acumulação de melanina, a qual faz com que a pele pareça envelhecida. De acordo com o Dr. David Orentreich, cientista orientador da Clinique, quando a pele apresenta um tom mais uniforme acaba por parecer mais jovem.

Paralelamente, as olheiras também são um problema emocional. A Clinique levou a cabo um estudo exaustivo no decorrer do qual perguntou a mais de 600 mulheres das mais variadas etnias de que forma é que as olheiras as afectam e como costumam tratar o problema. Os resultados revelaram que as olheiras são um problema do qual as mulheres têm plena consciência - e que pode afectar, e muito, a sua auto-confiança. Para além disso, descobriu-se que as mulheres são particularmente cépticas relativamente a cremes de olhos que possam atenuar o problema, preferindo disfarçá-lo com corrector.

A SOLUÇÃO
Na qualidade de marca #1 no combate às manchas, graças ao lançamento de Even Better Clinical Dark Spot Corrector, a Clinique desenvolveu uma nova fórmula especificamente concebida para atenuar a aparências das olheiras a curto e a longo prazo. Com base em mais de 15 anos de pesquisas e dados científicos, a Clinique apresenta Even Better Eyes Dark Circle Corrector, uma fórmula suave que tem o poder de iluminar toda a área do contorno dos olhos – mérito da persistência dos Laboratórios Clinique. Os resultados: clinicamente comprovado na redução visível das olheiras em 30% ao fim de 12 semanas.

COMO FUNCIONA
Benefícios a longo-prazo: atenuar a aparência das olheiras através de um cocktail de ingredientes.
·         Ilumina visivelmente a área do contorno dos olhos ao longo do tempo.
o   Ingredientes-chave como a Vitamina C e Raíz de Amoreira são extremamente suaves e actuam em conjunto para minimizar a aparência das olheiras.
·         Protege contra a irritação e as agressões ambientais.
o   Ingredientes anti-irritantes incluindo Cafeína e Extracto de Chá Verde acalmam a irritação causada pelos agressores ambientais e protegem a pele dos danos oxidativos.
o   Phytosphingosine acalma a pele para prevenir a irritação (que pode fazer com que as olheiras se tornem ainda mais visíveis).

·         Reforça a estrutura de suporte e a função de barreira da pele .
o   Extracto de Siegesbeckia Orientalis previne a descida dos níveis de colagénio natural para que a estrutura de suporte da pele seja mantida.
o   Ácido Linoleico e Colesterol regeneram a função de barreira da pele, mantendo o seu equilíbrio de hidratação.
o   Proteína de Soro de Leite estimula a produção de colagénio natural para fortalecer a delicada e fina pele da área do contorno dos olhos, atenuando a aparência das olheiras.

·         Resultados imediatos: ilumina a área do contorno ocular através da tecnologia óptica.
o   Tecnologia Óptica Translúcida é composta por uma combinação de ingredientes ópticos que ajudam a capturar a luz para aperfeiçoar e melhorar o tom natural da pele e iluminar toda a área do contorno dos olhos. Esta tecnologia revolucionária atenua de imediato a aparência das olheiras em todos os tons de pele, do mais claro ao mais escuro - e é tão revolucionária que está a aguardar patente.

·         Aplicador ergonómico: refresca e estimula a microcirculação.
o   O aplicador refrescante devolve a energia aos olhos cansados. A sua acção massajadora durante a aplicação descongestiona e melhora a microcirculação.
o   O aplicador foi especificamente concebido para se adaptar ao à zona inferior do contorno ocular.

 PORMENORES
A fórmula de Even Better Eyes Dark Circle Corrector é extremamente leve e não contém óleo. Prepara e aperfeiçoa a pele antes da maquilhagem e é adequado a todos os tipos e tons de pele. Use de manhã e à noite e reaplique ao longo do dia, sempre que necessário. Pressione suavemente até obter uma pequena quantidade de produto e deslize o aplicador sobre a zona inferior do contorno ocular. Esbata o excesso com a ponta dos dedos até que o produto seja completamente absorvido pela pele.

Alergicamente Testado. 100% Sem Perfume.

Even Better Eyes Dark Circle Corrector estará disponível a partir de Setembro de 2012.

Preço (valor aproximado): €45,00

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Campanha do Blue Therapy Serum da Biotherm

Comecei a utilizar este serum há uma semana atrás e estou a gostar muito. Gosto do cheiro e da textura. Sinto a minha pele muito mais luminosa e macia. Partilhei com as minhas amigas e elas também estão a gostar, não recebi nenhum feedback negativo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O que está prendendo o seu potencial?


Você tem um grande potencial dentro de si. Eu tenho um grande potencial dentro de mim, também. O pensamento de realizar esse potencial pode ser paralisante e pode ser assustador. O medo tem impedido muitas pessoas de experimentar a felicidade ou o sucesso que gostariam de alcançar. O medo pode manter-nos presos num lugar onde acreditamos que não somos bons o suficiente. O medo pode impedir-nos de realizar os nossos sonhos e isso pode efetivar-se como um grande obstáculo à construção da vida que queremos. Muitos dos nossos comportamentos de evitamento têm a sua raíz no medo. O medo de falar em público, o medo do fracasso, o medo da rejeição, o medo do embaraço, chegando por vezes ao extremo da pessoa desenvolver medo do sucesso. No topo da pirâmide do medo, está o pior de todos: o medo de vir a ter medo. Quando atingimos o ponto de ter medo de vir a ter medo, este torna-se patológico ao ponto de podermos desenvolver alguns transtornos de ansiedade, como ataques de pânico,ansiedade generalizadatranstorno obsessivo compulsivo e fobias.
“O nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. O nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida. É a nossa luz, não a nossa escuridão, que mais nos assusta.” – Marianne Williamson

O MEDO COMO OBSTÁCULO

Ao longo do tempo orientarmo-nos pelo medo pode levar ao desenvolvimento de um padrão comportamental de evitamento. Este padrão leva ao desenvolvimento de uma estrutura mental extremamente específica em detetar tudo o que possa apresentar-se como medo. Bloco a bloco, corre-se o risco de construir um muro sólido em torno de nós próprios. Este muro pode efetivar-se como o grande obstáculo ao desenvolvimento de todo o seu potencial. Por cada revés que você experimentou, por cada objetivo que você se afastou ou por cada situação em que você se inibiu, um tijolo foi adicionado, para cada ideia que você não defendeu, um tijolo foi adicionado, para cada autolimitação que você acreditou, um tijolo foi adicionado.
Com o passar do tempo, esta parede de tijolos enraizada no medo vai tomando proporções incalculáveis, chegando a antigir um grau não manejável, levando-o a acreditar que  nunca será capaz de derrubá-lo ou levantar-se acima dele. Este muro pode ser o que está impedindo que você atinja todo o seu potencial.
Assim como esse muro não foi construído num único dia, suportado por uma estrutura mental treinada na deteção do medo, não é provável que você seja capaz de instituir novos hábitos de um dia para o outro. Em vez disso, você pode começar a remover os tijolos, um por um, e depois redirecionar esses tijolos para construir um caminho que o conduza para onde você quer ir. É importante que você redefina as crenças negativas que tem acerca dos seus medos, leia: Medo, livre-se dessa sensação incapacitante. Quando perceber que os seus medos podem ser removidos, que podem ser superados, fica preparado para avançar para uma nova etapa, leia: Aproveite o seu medo para atingir os objetivos desejados.
Na sua caminhada de superação de alguns dos seus medos e obstáculos ao desenvolvimento do seu potencial, provavelmente existirão momentos em que você vai tropeçar, em que vai recuar um pouco, não fique alarmado. Esse processo é comum acontecer, mantenha-se firme e coloque os olhos no seu objetivo final.

DESENVOLVA A SUA CONFIANÇA

Ao tomar a decisão de enfrentar alguns dos seus medos e de superar alguns dos obstáculos que o têm impedido de alcançar o seu potencial, é preciso desenvolver confiança em si mesmo e no processo. Quando mantemos os olhos firmemente nos nossos objetivos, quando mantemos os olhos na recompensa e vamos celebrando pequenas vitórias, aguentando os recuos e as dificuldades, então estamos no caminho para criar a vida que queremos. Estamos preparados paramudar a vida para melhor.
Existem algumas estratégias que podem ajudar você a manter-se confiante na sua capacidade para se ir desprendendo dos seus medos e obstáculos. Em seguida apresento seis estratégias que podem orientá-lo no processo de mater-se confiante:

1. PISTAS

Onde estão as pistas em que você pode identificar alguns gatilhos que o informem que está a afastar-se dos seus objetivos? Onde estão as suas crenças limitantes que têm sabotado o seu sucesso? Quais são as áreas da sua vida em que você não está sendo tão produtivo como gostaria? Quais são as críticas mais cortantes que faz a você mesmo? Em que cenários se desculpabiliza mais? Em que situações você se torna agressivo de um momento para o outro? Se você fosse perguntar a pessoas da sua confiança onde você fica preso, o que evita, o que elas lhe diriam? Tente identificar o que o têm mantido preso nos seus velhos hábitos autosabotadores.

2. CLAREZA

Depois de descobrir alguns dos gatilhos que estão prendendo o seu potencial é importante ir clarificando o quão isso está afetando a sua vida. Você está encontrando dificuldades para fazer face às despesas, ou a lutar contra um vício ou um mau hábito, ou talvez esteja lutando com um problema de autoestima? Assuma a verdade, para que você possa avançar. Trazer clareza sobre a questão real vai permitir que você faça alterações. Vai permitir que você implemente as mudanças necessárias para vir a ser bem sucedido. Esconder-se por trás das suas fraquezas,problemas psicológicos ou problemas pessoais não é uma estratégia de êxito. É sim propagar e protelar os seus problemas. Olhe-os de frente, esclareça-os e parta para a ação.

3. DESAFIO

É verdade? Essa é uma pergunta muito poderosa que você pode fazer. Você tem que desafiar as crenças ou ideias disfuncionais e irracionais. Como você pode desafiar as ideias que estão prendendo você? Desafie e coloque à prova as suas incapacidades, fraquezas, medos, angústias e até mesmo algumas das supostas justificações “lógicas” que fazem você manter-se na sua zona de conforto. Saia da sua zona de conforto e potencie a sua vida.

4. ENFRENTE

Aqui é onde o trabalho acontece. A forma de você vir a ser bem sucedido é enfrentado os seus medos, partindo para a ação. O fracasso é uma opção mas o medo não. Você pode estar um pouco relutante em pedir mais responsabilidade no trabalho, ou abordar a pessoa que você tem admirado de longe, ou iniciar o seu próprio negócio. Pode ser reconfortante saber que você não pode fazer nada para mudar e que aceitar a sua situação é o melhor remédio, mas na verdade, provavelmente isso é uma ideia de resgate construída por si mesmo. Você pode agir, você pode desbravar o caminho para sentir-se de forma diferente. É possível superar os medos paralisantes que lhe retiram capacidade e acinzentam o seu potencial. Leia: O poder da ação, fazer o que é necessário ser feito.

5. COMPROMETIMENTO

Para além de você, quem vai ajudá-lo a manter o seu compromisso para que possa vir a ser bem sucedido? É muito comum querermos escapar de coisas que nos fazem sentir mal, que são desagradáveis e difíceis, portanto, procurar um treinador, um psicólogo ou outro tipo de profissional pode ser benéfico para manter o seu comprometimento. Criar a vida que você quer, e acreditar que é capaz de ser bem sucedido exige autodisciplina. No caminho para alcançar todo o seu potencial é importante manter-se fiel aos seus objetivos, mater-se enquadrado com a estratégia e acima de tudo procurar o apoio que julgue ser necessário.

6. CELEBRAR

Olhe o quão longe você veio. Lembre-se de outras ocasiões em que ficou preso nos seus medos, nos seus maus hábitos, nos seus obstáculos e angústias. Você já está a caminho de superar esse passado. Pelo novo caminho que está a construir vá celebrando as pequenas conquistas e os pequenos passos que vai dando. Viver a alegria do que vai conquistando é extremamente necessário para suportar alguns dos pequenos recuos que possam surgir.  Orgulhe-se da sua decisão de mudança. Caminhe com essa presença de espirito.

APRENDA A LIBERTAR-SE

Depois de reconhecer o fato de que você tem ficando retido por alguns dos seus medos, e ganhar confiança para seguir em frente, apresento algumas ações específicas para conduzi-lo à exploração de todo o seu potencial:
Comece agora mesmo. Não há melhor momento para começar algo novo, algo diferente, do que agora. Hoje mesmo você pode fazer a opção de iniciar uma pequena ação que irá criar a dinâmica necessária para orientá-lo no seu caminho. Pode ser um pensamento, entrar em contato com alguém para ajudá-lo ou motivá-lo, ou fazer um plano escrito de que é você que vai ser o seu principal aliado. Não importa o destino, a viagem pode começar hoje, agora mesmo.
Simule até conseguir. Você não pode ter todas as respostas, ou mesmo saber quais as melhores perguntas a fazer, mas no começo você pode agir como se soubesse como remover alguns dos obstáculos. Esta ação irá construir a fundação para a dinâmica positiva necessária para impulsioná-lo para a frente e remover o que o está prendendo. Ao simular ou envolver-se no “espirito” de capacidade, você vai começar o processo de mudança de um observador passivo da sua vida para um praticante ativo. Você passa a ser alguém que toma a vida nas suas próprias mãos.
Comece sozinho. Na primeira fase, é importante que se decida a tentar fazê-lo por si mesmo. Ao fazer isso, você vai ganhar uma confiança ainda maior e desenvolver uma maior compreensão do fato de que é capaz de influenciar a sua vida de uma forma muito positiva.
Cerque-se de pessoas da sua confiança. Uma vez que você tome a decisão de libertar-se do seu passado e começar a deixar de estar preso nas suas velhas formas de pensar, sentir e agir, os amigos ou pessoas da sua confiança podem oferecer um estímulo que será importante para o seu sucesso a longo prazo. Você vai precisar de esperança, validação e um abraço forte quando o caminho ficar tortuoso. Os seus amigos são um ótimo suporte. Permita apoiar-se neles.
Deixe o passado para trás. O que aconteceu no passado deve ficar no passado. Claro que os acontecimentos fazem parte de nós, que eventualmente alguns deixaram marcas, e podem tê-lo obrigado a grandes adaptações e mudanças drásticas. Mas você não é o seu passado. Utilize-o a seu favor, faça uso daquilo que possa fazê-lo caminhar para os seus objetivos. O passado só será castrador se você permitir. Quando você faz a opção de seguir em frente, também está fazendo a decisão de viver neste momento, no aqui e agora. Considere o que está à frente, qual o próximo passo a dar na sua vida e coloque a sua energia ao seu serviço. Viva no presente, não se paralise pelo passado. Se perceber que o seu passado está demasiado enraizado e tornou-se castrador dos seus sonhos, leia: 8 Formas de ultrapassar o passado e seguir em frente com a sua vida.
Uma nova unidade de medida. Muitas vezes avaliamo-nos de uma forma inversa. Há uma tendência a medir-nos de onde achamos que devíamos estar para onde estamos atualmente. Por exemplo, declarações como, “Eu já me deveria ter casado”, ou “Eu deveria ser mais independente financeiramente”, são exemplos de unidade de medida inversa. Avaliamo-nos do futuro para o presente. Este tipo de avaliação pode levar à frustração e desapontamento. Em vez disso, tente analisar-se a partir de onde você estava para onde você está hoje. Neste cenário, você verá o progresso e o esforço que você fez e continuará a fazer. Avalie o seu estado atual, se não estiver satisfeito projete-se no futuro e faça coisas para alcançar a sua visão. Deixe de avaliar-se como se você já tivesse que ter chegado a algum lugar, conquistado algo ou mudado alguma coisa. Avalie-se do presente para o futuro e não do futuro para o presente.
Não oriente a sua vida pelos outros. Esta é a sua vida. O nosso tempo é precioso. Se nos restringirmos por causa da ideia de como os outros irão pensar acerca de nós ou porque seguimos um determinado caminho ou curso de ação, então nós estamos cedendo à tentação de permitir que outros possam definir quem somos. Damos permissão para que essas pessoas determinem a vida que devemos levar. Para avançar, para libertar-se dos seu bloqueios, medos e obstáculos é importante que se afirme e passe a viver a vida que deseja, não importando o que os outros possam pensar (dentro dos limites do razoável). Leia: Esta é a sua vida, melhore-a hoje mesmo.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Jess e os Rapazes na Fox Life

Comecei a ver esta serie e acho super divertida. Vale a pena ver!

Zooey Deschanel é considera a MAIS SEXY DO MUNDO 

Zooey Deschanel é Jess, uma excêntrica e estranha rapariga, na casa dos 20, que depois de uma complicada e hilariante separação com o namorado decide dividir casa com mais três rapazes solteiros, mudando assim a vida de cada um deles da forma mais inesperada.

Jess é uma enérgica, divertida, tímida e extravagante rapariga que sente uma intensa necessidade de cantar sobre tudo o que acontece na sua vida. Ela é uma rapariga tão adorável que é impossível não gostar dela, mesmo com todas as suas manias extremamente irritantes. 

Depois de se separar do namorado, Jess precisa de um novo sítio para viver. Uma pesquisa online leva-a a um fantástico loft… e a três rapazes solteiros que ela nunca viu na vida. 

Descubra quem é Nick, Schmidt e Winston de 'Jess e os Rapazes' 

Fonte: http://foxlife.canais-fox.pt/jess-e-os-rapazes

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Como abandonar o sofrimento, quando este é prejudicial?


O Buda falou acerca da impermanência, de que nada dura, e que não compreender a verdadeira natureza da impermanência significa sofrimento. A maioria de nós até pode concordar que a impermanência, ou a mudança, é um fato da vida. Se eu perguntar se o tempo, uma cidade, uma criança será sempre o mesmo, a maioria vai dizer que não. Se eu perguntar se nós, como indivíduos nunca mudamos, mais uma vez a maioria diria que não. Mas aqui está o busílis. A nossa sensibilidade à impermanência revela-se nos imensos  apegos que temos a muitas coisas da nossa vida, desejando para que o mundo seja imutável. Nós vivemos num estado de conflito. Intelectualmente entendemos que tudo muda, e que todas as coisas boas ou ruins passam, mas emocionalmente apegamo-nos às coisas que gostamos e afastamo-nos das coisas que não gostamos. Isto cria sofrimento sempre que estamos a atravessar os ventos de mudança, enfrentamos uma enorme turbulência emocional, enquanto tentamos poderosamente agarrar-nos aquilo que sabemos que temos de nos livrar, ou que terminou. E isto é um impulso comum que na grande maioria das vezes gera sofrimento.

A INADEQUAÇÃO À MUDANÇA

Infelizmente, quanto mais esforço aplicamos na tentativa de tornar o mundo imutável, mais sofrimento experimentamos porque o mundo segue o seu caminho, gostemos ou não. Perante a nossa forte necessidade de fugirmos a grande parte das mudanças da nossa vida, nós ficamos vulneráveis, como se fossemos um animal preso numa rede. Os animais lutam num crescente desespero na tentativa de escapar, apenas fazendo com que a rede fique mais apertada. Funciona um pouco como quando temos de levar uma vacina. A resistência, ou contrair os músculos em antecipação à dor, faz com que a dor da injeção seja pior. Podemos resistir ao que é um fato, mas há um custo para nós e para os outros. Nós, usualmente expressamos os nossos problemas internos (a necessidade de que o mundo seja diferente do que é) para os outros, fazendo-os sofrer.
As mudanças por vezes impõem-se por si só, longe da nossa vontade e querer como as que estão ligadas ao principio existencial de cada um de nós, que é a dura realidade de que todas as coisas são transitórias. Outra, é o ritmo e a magnitude da mudança da sociedade. E uma terceira é o que muitas vezes nos provoca maior dificuldade devido à sua frequência, que são as nossas colisões diárias contra a realidade que se nos impõem. Quando nos apegamos às expectativas sobre como o mundo deve ser, e se este não está de acordo com essas expectativas, por vezes, ficamos perturbados e sofremos com isso. Tentamos resistir ao que é. Descontentamentos diários comuns incluem coisas como um funcionário de caixa de supermercado antipático e mal-humorado, uma pessoa que quase nos manda fora da calçada, uma carta a relembrar-nos de um pagamento em atraso, ou voltar para casa de uma viagem e encontrar um viveiro de formigas na cozinha.

O CONTROLE SOBRE AS OUTRAS PESSOAS É PROMOTOR DE SOFRIMENTO MÚTUO

Talvez o gatilho mais comum de resistência à realidade são as ações (ou ausência de ações) das outras pessoas. Por vezes, queremos que as pessoas se comportem da forma como desejamos, e não como elas costumam comportar-se. Quando começamos a ficar frustrados com a não apreciação sobre os comportamentos das outras pessoas, podemos ver as ações delas como obstáculos para o nosso bem-estar, e assim tentar controlá-las. Mas as pessoas não gostam de ser controladas, resistindo à nossa persuasão, e tornando tudo consideravelmente pior. Infelizmente, a tentativa de controlar os outros, muitas vezes assume formas desagradáveis ​​e desrespeitosas. Considere a raiva, o sarcasmo, o escárnio, o mau humor, vitimização, ou culpa, que representam apenas algumas das muitas maneiras que podemos tentar manipular os outros a fazer o que queremos.  Perante tal cenário, elevamos a probabilidade de gerar sofrimento para nós e para as outras pessoas.

ACEITAR A MUDANÇA

O sofrimento autoinfligido, o sofrimento desnecessário sedimentado num raciocínio desadequado, usualmente gera mágoa, tristeza, azedume, cansaço, irritabilidade, descrença, stress, negatividade, pouco a pouco constrói-se uma estrutura mental catastrófica e sombria que mina qualquer hipótese de bem-estar e felicidade. Para aqueles de nós à procura de uma maior paz interior (a maioria de nós) é vantajoso aceitar a mudança, não toda e qualquer mudança e a todo o custo, mas a mudança que sabemos ser inevitável. E, uma das chaves para isso é viver no momento presente. Estar no momento presente, senti-lo e experiênciá-lo permite-nos presenciar e olhar para os pensamentos negativos, emoções negativas e até mesmo ações, e não tentar afastá-las. Estar no momento presente permite-nos entender plenamente o que estamos vivendo, e  ”regular” as reações inúteis, especialmente as de resistência.
Expliquei de forma mais aprofundada o tema da mudança no artigo:

ACEITAR A NOSSA PRÓPRIA EXPERIÊNCIA

Somos seres humanos, e como tal no nosso código genético possuímos informação que nos permite sentir e vivenciar uma leque alargado de sensações, sentimentos e emoções. Através dos nossos cinco sentidos, o nosso sistema nervoso leva até à central de comandos (o nosso cérebro) informação (nem boa, nem má) que é posteriormente sujeita a uma avaliação consciente. É na verdade, a forma como interpretamos a informação que permite criarmos um gatilho para o sofrimento. Nem toda a informação considerada negativa pelas nossas avaliações tem necessariamente de levar-nos ao sofrimento. O sofrimento é uma forma apurada, da dor emocional, física e espiritual. O sofrimento é algo subjetivo, pessoal e intransmissível.
Aprender a aceitação e praticá-la, permite-nos perante situações problemáticas e consequente impacto em nós, resolver mais facilmente o gatilho da nossa frustração. A aceitação facilita o processo de reconhecimento das nossas reações, o que permite não ficarmos apegados a elas, nem sermos conduzidos por comportamentos subconscientes inapropriados. Simplesmente “estar” com essas reações (sem julgamento destrutivo) ajuda-nos no caminho para a paz interior, porque nós retiramos-lhes o poder de nos afetar, não ficarem em nós. Basta observar e não fazer julgamentos sobre as reações, é como se disséssemos:  ”Ah, o vento está a soprar para norte.”
No exemplo anterior, depois de se observar a direção  do vento, dirigimos facilmente os nossos pensamentos para outro estímulo qualquer. Se conseguirmos observar as situações, mas não ficarmos apegados à reação que temos, por exemplo, não ficarmos de mau humor porque fomos mal atendidos na caixa do supermercado,  aplicamos o mesmo processo quando observamos a direção do vento. Se conseguimos fazê-lo para o vento, podemos fazê-lo para qualquer coisa. Tudo depende da aceitação da experiência e da prática do desapego, prática interminável do desapego e reorientação da atenção e dos pensamentos noutro assunto. Esta é uma técnica que nos permite com eficácia reestabelecermos o equilíbrio emocional e encontramos paz interior, mesmo em situações mais voláteis.
Expliquei a técnica de mudar um pensamento negativo para um pensamento positivo no artigo:

QUANDO TUDO MUDA, MUDE VOCÊ TAMBÉM

Como tenho vindo a explicar, grande parte do sofrimento, por vezes é autoinfligido nas situações do nosso dia-a-dia. Situações que ativam a nossa frustração, pelo fato das coisas não acontecerem como nós desejaríamos. Ou, por vezes também porque algumas das coisas que gostamos, mudaram, alterando-nos o humor, o bem-estar e a satisfação de vida. O apego exagerado ao nosso próprio modelo de olhar o mudo, pode promover o sofrimento, dado que o mundo é mutável, muitas coisas mudam a todo o momento. Quanto mais flexibilidade de pensamento e aceitação da realidade das experiências que vivemos, tivermos, mais capacidade desenvolvemos para nos adequarmos e nos desapegarmos das situações desagradáveis com que nos deparamos constantemente.
Aceitar a inevitabilidade das experiências que estão fora do nosso controle é parte do caminho para a paz interior. Mas talvez ainda mais importante no movimento para a paz interior é aceitar que a mudança é inevitável. E se a mudança é inevitável, é importante que nós consigamos também mudar. Não falo em mudar-se a si mesmo enquanto pessoa. Mas sim, mudar o seu foco atencional, mudar os seus pensamentos. Mudar a orientação dos seus pensamentos, sem ficar preso à ideia de que tudo tem de ser como você gostaria que fosse. Quando algo acontece, que esteja fora do seu controle, e não é como você gostaria, analise a importância disso. Se não for suficientemente importante para a sua vida, flexibilize o seu pensamento e foque a sua atenção em algo diferente. Não fique a consumir-se com algo que no próximo dia não terá qualquer peso na sua vida.

TRISTEZA, SENTIMENTOS E PENSAMENTOS NEGATIVOS NÃO SÃO O FIM DO MUNDO

A excessiva sensibilidade e incapacidade para suportar momentos de tristeza, sentimentos negativos e pensamentos negativos é um enorme gatilho para o sofrimento. No entanto, sentir tristeza e ter sentimentos e pensamentos negativos é uma realidade inevitável. Todos nós em alguns momentos da nossa vida iremos passar por um cenário do género. Os motivos serão distintos para cada um de nós, mas o resultado pode conduzir-nos ao sofrimento. No entanto, o sofrimento pode ser minimizado através do entendimento e da aceitação de que todos nós não podemos deixar de sentir tristeza, nem deixar de ter sentimentos e pensamentos negativos. É uma condição humana. O que temos sim, é de aprender a lidar com isso, e a desapegar-nos disso. É importante perceber que somos capazes de fazer coisas para nos sentirmos melhor quando estamos tristes, e que sentir tristeza não é o fim do mundo.
Expliquei de forma mais aprofundada o tema da tristeza nos artigos:
Por vezes o sofrimento não está nos acontecimentos em si, mas na forma como lidamos com os sentimentos e pensamentos que eles nos fazem disparar. A forma como lidamos com as sensações que sentimos e com os pensamentos que nos surgem na cabeça, promove o nosso mal-estar, ou ao invés, promove o alívio do sofrimento e a procura de soluções.
Em vários artigos passei a seguinte mensagem: O problema não está em termos sentimentos e pensamentos negativos, mas sim em segui-los.
Acontecimentos que nos deitam abaixo, que nos infligem sofrimento imediato, que colocam o sentido da vida em causa, são premissas que toda a humanidade tem vindo a enfrentar ao longo dos milénios. Catástrofes, mortes de familiares, sofrimento físico desmedido são situações mais que justificativas para gerar sofrimento legítimo. Ainda assim, após a derrocada, cada um de nós enfrenta a dura decisão de ter de voltar a restabelecer-se. É sempre um decisão que se movimenta entre o terrível sofrimento ligado à situação que o originou e a vontade de voltar a sentir-se bem.  É nesse exato momento, que a aceitação da situação e o desapego dos sentimentos e pensamentos negativos podem tomar lugar. A capacidade de ter em mente as situações angustiantes e ainda ser capaz de orientar os pensamentos para algo que possa ser agradável e vir a fazer-nos sentir bem, joga um papel importante no alívio do sofrimento e na reconstrução de um sentido para a vida.
A memória de algo catastrófico e a noção de perda ou frustração, não invalida que possamos seguir em frente e trabalhar na orientação dos nossos pensamentos e ações que nos tragam um retorno positivo para a vida.
Expliquei de forma mais aprofundada o tema dos pensamentos e sentimentos negativos nos artigos:

Fonte: http://www.escolapsicologia.com/como-abandonar-o-sofrimento-quando-este-e-prejudicial/