Changing Plain Jane

Este blog é sobre beleza, vida saudável e lifestyle. Tenho um interesse especial em beleza sem químicos nocivos.

This blog is about beauty, healthy life and lifestyles. I have a special interest in Green Beauty.

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

ELEVE A POSITIVIDADE E PROMOVA A SUA FELICIDADE

Nos artigos que vou publicando tenho a possibilidade de recolher centenas de testemunhos dos leitores, e no que diz respeito à felicidade consegui perceber que a grande maioria, independentemente da legitimidade para se sentirem infelizes, incorrem em erros de processamento da informação oriunda dos estímulos desencadeantes de mal-estar, insatisfação e desagrado. A forma como processamos a informação, como a relacionamos com a noção que temos de nós mesmos, e as decisões que tomamos tendo por base a positividade, ou ao invés o pessimismo, jogam um papel tremendamente importantes no caminho para a construção do sentimento de felicidade.
Vejamos como exemplo o comentário da Vanessa:
O que me impede de ser feliz não se restringe a uma situação única, mas sim a várias. Sempre sinto que falta algo, até quando não devia sentir, ou então quando algo de bom acontece, tenho a sensação que algo de pior está por vir. Sou uma pessoa muito ansiosa, desde a infância. Hoje, adulta, carrego a ansiedade junto a solidão, tristeza e muitas decepções. Não tenho amigos, com quem conversar, namoro um rapaz mas não consigo confiar nele, nem me sinto feliz ao seu lado. Não consigo mudar essa minha realidade, por mais que tente.
Alguns dos erros de processamento da informação enraizam-se em crenças disfuncionais conduzindo a pessoa a criar um padrão negativo de olhar a vida. Quando nos movimentamos pela negatividade, é praticamente impossível mudar a nossa realidade, pois vivemos sempre no mesmo estado dia após dia, impedindo que nos possamos sentir felizes.

CRIAR UMA NOVA REALIDADE

Quero dizer-lhe que podemos criar uma outra realidade, uma realidade mais construtiva e positiva. Tenho uma enorme convicção no valor da positividade na vida de todos nós. A minha experiência profissional e pessoal leva-me a acreditar profundamente que é possível implementar a positividade em cada um de nós. É esta ideia e conceito que você pode ter acesso no meu treinamento: Fórmula da Positividade – um curso para ser feliz e bem sucedido.
A vida não pode prosperar à sombra do pessimismo. A positividade é uma forma de pensar, sentir e agir que nasce de uma crença, de que intencionalmente conseguimos colocar otimismo, positividade, intenções construtivas e as nossas melhores capacidades ao serviço da construção de soluções para os nossos problemas.
Importa perceber que a positividade é uma escolha. Na verdade, é uma escolha positiva que todos podemos optar na nossa vida. O mais extraordinário é que esta forma vantajosa de dirigir a vida pode ser aprendida. Mas nem todo mundo sabe disso. Ou, pelos menos, quando na presença da negatividade, ilusoriamente julgam não poder escolher o caminho da positividade.
hoje, se você está a sentir-se triste ou ansioso com alguma coisa, perceba o que mudou, mas igualmente o que você pode mudar na forma como pensa para ajudá-lo a sentir-se melhor. Importa aceitar que tudo muda a todo o momento, mas que você possui em si mesmo uma força capaz de criar aquilo que você quer ou precisa para melhorar algo na sua vida.
Esta ideia abre a sua mente para novas possibilidades. Abre a sua mente para a positividade. Não importa quão pequena a abertura seja, ao longo do tempo talvez isso vá iluminar o seu caminho para a esperança e para todas as possibilidades que a vida pode oferecer.

VOCÊ É A SUA FORÇA

Aquilo que tanto procuramos fora de nós, se olharmos mais de perto, se olharmos para dentro de nós, sempre nos acompanhou. Na verdade, aquilo que pode comprovar-se como mais elevado e como mais permanente, e que pode permitir restabelecermos o equilíbrio emocional e resgatar a felicidade, é muito mais uma construção do que um sentimento. É uma noção construída de que nós temos a capacidade de não estarmos satisfeitos com algo, com alguém ou com a nossa vida e ainda assim estarmos conscientes que nós não somos o nosso sentimento de infelicidade, mas somos sim, aquele que tem o poder de voltar a resgatar o sentimento de felicidade, sempre que isso se justifique.
No vídeo que se segue apresento o conceito que considero estar acima da felicidade e que constitui o suporte da felicidade. Esta Vídeo-Aula faz parte do curso Fórmula da Positividade e está sendo liberada gratuitamente para que você possa compreender a mais-valia deste material. Clique na imagem em baixo para ver o Vídeo: 
suporte da felicidade

http://www.escolapsicologia.com/eleve-a-positividade-e-promova-a-sua-felicidade/

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

10 estratégias de otimismo para 2014

Os otimistas vivem mais e com melhor qualidade de vida. Nada como começar a encher o ano novo de atitudes positivas, desde cedo. Deixamos-lhe algumas ideias que podem fazer a diferença.



Algumas atitudes positivas para 2014 podem ajudá-la a superar momentos de stresse físico e emocional mais facilmente e a melhorar a sua qualidade de vida e sentido de realização. Afinal, ser feliz é uma escolha que também depende de nós.
Pratique a gratidão. Agradecer aos outros, a um poder superior, até a nós próprios, ajuda-nos a focar no que de bom nos acontece e a retirar o melhor da vida, em vez de remoermos nos aspetos menos bons da vida. Escreva um postal, um email, deixe bilhete na secretária de alguém que lhe fez bem nos últimos tempos. Faça uma lista de tudo aquilo pelo qual se sente grata e que lhe aconteceu em 2013. 
- Passe mais tempo lá fora: Em contacto com a natureza, não com o monóxido de carbono. Mas 15 ou 20 minutos de sol numa esplanada já são suficientes para pôr o seu corpo a produzir vitamina D, que os cientistas acreditam influenciar os níveis de serotonina, o neurotransmissor responsável pelas sensações de bem-estar e com um papel importante na regulação do humor. 
- Passe mais tempo com as crianças. Se não tiver filhos, reclame mais tempo com os sobrinhos, os afilhados, os irmãos mais novos, os filhos dos seus melhores amigos. As crianças têm a capacidade de nos lembrar que já fomos como elas e de reabilitar sorrisos que julgavamos coxos ou perdidos. Além disso, têm quase sempre visões muito mais inteligentes, simples e criativas sobre a vida. 
- Livre-se das pessoas tóxicas. Esta é uma daquelas clássicas decisões de ano novo que raramente levamos em frente, até porque muitas vezes não temos como. Podemos não conseguir afastar um chefe tóxico ou um familiar que nos drena as energias, mas podemos escolher se nos vamos deixar afetar por eles e, em último caso, reduzir o tempo que passamos com pessoas que só nos drenam as energias e nos puxam para baixo. Rodeie-se, sim, de quem a inspira e incentiva a ir mais longe, a cuidar de si, de gente cuja companhia lhe dá prazer. 
- Tire tempo para meditar: a meditação pode fazer maravilhas por si, a combater o stress, a baixar a tensão arterial, a encontrar o foco, mais paz e concentração.
- Cante e dance, que a vida são dois dias. O ditado "quem canta seus males espanta" tem mais de verdade científica do que poderiamos supor.  Vários estudos provam como cantar e dançar ao som das nossas músicas preferidas podem ser formas bem eficazes, instantâneas e grátis de melhorar o humor.
Um estudo sueco seguiu 112 raparigas com problemas de ansiedade, stresse, depressão e dores nas costas e pescoço. Metade frequentou aulas de dança semanais e, como seria de esperar, melhorou bastante a sua saúde mental, registou mudanças positivas no humor e viu esses efeitos prolongarem-se durante oito meses após o fim das lições. 
Perdoe. É mais fácil dizê-lo do que seguir o conselho, até porque há coisas para as quais talvez não exista perdão. Mas fazer as pazes com o passado para não afetar o presente é uma das estratégias mais importantes dos otimistas. Reviver constantemente desgostos e rancores passados é o equivalente a subir uma montanha com uma mochila de pedras às costas. É preciso deixar o lastro pelo caminho para seguirmos viagem mais leves e mais depressa. 
- Leia mais: Exercita a imaginação, a memória, a cognição, relaxa corpo e mente, abre-nos um admirável mundo novo a cada página, inspira-nos, faz-nos viajar sem sair do sítio, mas ainda pode ajudar a prevenir o declínio cognitivo de doenças como o Alzheimer e até ajudar-nos a dormir melhor. Os livros podem tornar-se excelentes companheiros em 2014.
- Desligue-se de vez em quando.  A vida é lá fora! Escolha um dia por semana, por mês, e desligue-se da tomada. Dê folga às redes sociais, à Internet, ao telefone, nem que seja por algumas horas. Algumas pesquisas sociológicas recentes revelaram que passar demasiado tempo ligado às redes sociais pode fazer-nos sentir mais solitários e deprimidos. 
- Ria mais: Deixe o disparate tomar conta, de vez em quando. Ria-se de si própria, não se leve demasiado a sério. Dê umas boas gargalhadas por dia, até porque estará a fortalecer o sistema imunitário (o stresse deita-o a baixo e o riso é o melhor antídoto para o stresse), a aumentar a circulação sanguínea e a melhorar a função vascular. Além disso, o seu cérebro produzir mais endorfinas, neuroquímicos com propriedades de alívio da dor e que trazem sensações de bem-estar físico. 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Estimulando a Felicidade






Felicidade não é um sentimento. Os sentimentos podem estar presentes na felicidade,  principalmente a alegria. Nela cabem até sentimentos como o medo e a tristeza.  Porque a felicidade é um “estado de espírito”. Um “estado de espírito” é  uma vivência interna que se mantém no tempo e pode persistir mesmo que existam oscilações momentâneas.



Traduzindo: a felicidade se mantém mesmo que a uma pessoa esteja sob a mira de um revolver. Naquele momento ela terá medo, angústia e insegurança. Tão logo passe a situação traumática, o que se impõe em sua mente é o estado de espírito da felicidade.



Esta característica da felicidade existe porque a mente humana consegue produzir sentimentos, sensações e percepções que permanecem e independem da realidade externa.



Para simplificar a explicação peço que você leia os escritos da figura inicial deste artigo.



A pessoa diz: “eu quero felicidade”. Eu é o ego. Quero é desejo. Felicidade é um estado mental.



A felicidade é um estado que sempre existe dentro das pessoas. Em algumas pessoas é grande e em outras, pequeno. Ela pode ser cultivada e estimulada. Mas, que fique claro, é um estado da mente que já existe dentro da pessoa. Por isto, algumas pessoas dizem que você tem que se sintonizar com a felicidade.



O ego pode ajudar a criar condições que facilitem este sintonizar. Através da razão, da lógica, da organização, do planejamento, o ego pode criar condições de vida eficientes que favoreçam a percepção dos conteúdos internos da mente. É “dentro” da mente que são produzidos a felicidade e outros estados mentais. Um exemplo da importância do ego: imagine um agricultor que semeia a terra fora da época correta. Talvez passe fome e desenvolva culpa por ver os filhos sofrendo. Tudo isto conturbará sua mente, dificultando a percepção da sua realidade interna mais básica.



O menino que não sabe ser feliz (desejos criando sofrimentos)

Pessoas que sofrem por causa da mente reativa

Eu estava no paraíso e não sabia



Apesar da felicidade ser um estado interno, é mais fácil de ser estimulada e sintonizada quando existem melhores condições. O ego, portanto, pode ser facilitador desta conquista. Ou pode ser um dificultador. O ego passa a atrapalhar quando se torna tão dominante que as pessoas têm pouco contato com os conteúdos internos que brotam da mente. Neste caso, a vida fica tremendamente limitada e sem rumo. Boa parte do rumo que o ser humano deve dar à sua vida está presente na sua mente, pois foi planejado e organizado no plano espiritual. Este planejamento aparece sob a forma de sensações, interesses, vocações, intuições, sentimentos e outros,  que brotam do “fundo da alma”. Não precisam ser estimulados, brotam “sem muito porque e nem motivo” (na realidade há o porquê e o motivo, mas a pessoa o ignora). Observação: se você estimular estes conteúdos e estados mentais, eles ficam mais presentes e firmes.



Resumindo: o ego tem um importante papel, que é ajudar a ter vida eficiente, organizada e planejada.



A função do ego é prática. Ele permite, por exemplo, que a pessoa aprenda matemática muito bem. Ao estudar matemática, a pessoa abre mão de estudar história grega (por exemplo). O ego é um redutor. Para funcionar, ele precisa reduzir. Para reduzir ele gera tensão e exclusão. Pessoas muito ligadas ao ego são pessoas que tendem a ter muito stress e muita tensão. Isto é o oposto da felicidade que é expansão, desapego e fluidez. Um dos segredos para manter a sintonia com a felicidade é tirar a dominância do ego (ele deve ser forte para cumprir seu papel e humilde para se submeter à mente total).



Pode-se aprender e treinar o ego para deixar de ser dominante. Pode-se superar os traumas, as dúvidas e as inseguranças que ajudam a tornar o ego dominante. Há muito que fazer para “colocar o ego em seu devido lugar”.



Na figura existe uma segunda complicação: o desejo – “eu quero”.  Para que serve o desejo? O desejo é uma projeção no futuro, uma motivação para a ação. É uma grande conquista humana, quando usado com muita precaução. Um adolescente pode dizer: quero ser advogado. Com este desejo, ele orientará suas ações para atingir este objetivo. O problema começa quando as pessoas tornam-se máquinas que não param de desejar. Isto conturba a mente e dificulta a percepção da realidade interna. Também cria problemas, gera perda de energia, angústia, complicações, desavenças, etc. Outro problema é que o desejo constante desfoca a pessoa do presente. Torna mais difícil dar intensidade à vida e praticamente impossibilita o usufruto do que existe e do que se é. Estas condições, que o desejo constante atrapalha, são grandes facilitadoras da sintonização com a felicidade.



Resumindo: o desejo deve ser pouco, eventual e bem direcionado.



Na figura, após colocar o ego no seu lugar e se desligar do desejo, sobra a felicidade. Na realidade, este é o começo do desenvolvimento pessoal para conquistar uma mente clara que permita manter a felicidade mesmo em situações negativas.



Entrar no estado de espírito de felicidade não depende de fatores externos, apesar de ser muito melhor se os fatores externos forem melhores. Observe esta situação vivida por muitas pessoas: se uma pessoa ama outra e não é correspondida, ela pode não sofrer ou sofrer menos se desenvolveu a serenidade e o desapego. Conquistar estas qualidades é muito mais fácil quando se está longe da dominância do ego e não há desejos múltiplos conturbando a mente. A felicidade é, portanto, uma “plataforma” em cima da qual qualidades nobres podem ser desenvolvidas com mais facilidade. Todos nascem para evoluir.



A evolução pode ser algo simples, como o fluir de um rio em uma planície. Ou um ato muito complexo, como um rio cheio de corredeiras e perigos (sofrimentos). Quem está excessivamente apegado ao ego terá que sofrer para desenvolver as qualidades mais nobres da vida (o sofrimento serve para quebrar momentaneamente a dominância do ego). O ego é fundamental na conquista de algumas habilidades como, por exemplo, a disciplina. Por outro lado, ele é péssimo para gerar desapego ou benevolência. Qualidades mais nobres são melhor desenvolvidas quando são usados outros recursos da mente que vão além do ego. O sofrimento, ao quebrar as barreiras do ego, facilita a emersão (temporária) de conteúdos internos sutis e nobres que a mente produz constantemente.



A felicidade, e não só a felicidade, é produzida dentro da nossa mente. Podemos desenvolvê-la, podemos estimulá-la, podemos aprender a sintonizar com ela. Tirar a dominância do ego e desestimular os desejos são dois recursos muito importantes para atingir este estado de espírito. Além destes recursos existem outros. Aqui no blog Caminho Nobre você encontra dezenas de dicas e técnicas para estimular sua mente.



A vida de cada um pode ser mais bela, saudável e evoluída quando sintonizada com o estado de espírito chamado felicidade. Viver é uma arte, viver com sensibilidade para o que emana do nosso interior é mais importante ainda. Grande parte das pessoas desenvolve sensibilidade para o que é negativo. Enquanto isto, as experiências mais nobres ficam isoladas e desvitalizadas em algum canto da mente.



Por fim, quem tem depressão sabe muito bem que a mente produz estados mentais “sem motivo” externo. Ela também produz felicidade e outros tantos estados mentais.

 Fonte: http://caminhonobre.com.br/2013/04/24/estimulando-a-felicidade/

sábado, 3 de novembro de 2012

Felicidade: construa o seu suporte


Todos queremos ser felizes. Certamente, todos nós perspetivamos sermos felizes e manter a felicidade. Fazemos tudo o que é suposto fazer para nos certificarmos que estamos no caminho certo. Diligentemente seguimos algumas instruções que nos parecem viáveis, praticamos técnicas, ouvimos os mais experientes,  mas, com mais frequência do que deveria ser (dada a quantidade de esforço que fazemos) para a maioria de nós, não somos consistentemente felizes. Provavelmente está familiarizado com o termo: procura da felicidade. Como psicólogo e igualmente com pessoa comum, tenho passado a última década a verificar que muitas pessoas alimentam o seu vício de felicidade. Nessa busca incessante de felicidade, procuram a solução a curto prazo, aqui e ali, mas acabam de volta à procura da felicidade, mais uma vez, ainda mais desesperados. Entram num ciclo crescente composto por uma roda de: felicidade encontrada – felicidade perdida. Para muitos de nós, aquilo que mais queremos e passamos a maior parte do nosso tempo tentando realizar, escapa-nos.

A VOLATILIDADE DA FELICIDADE

Nós, seres humanos, somos criaturas notáveis​​. Nós podemos propor-nos a fazer o que queremos fazer. Então, porque razão a felicidade não é duradoura? Porque é que existe tal divisão entre o nosso desejo de felicidade e a nossa capacidade de encontrá-la ou mantê-la? Depois de muitos anos a ouvir as pessoas falar sobre as suas tentativas fracassadas para se manterem num estado de felicidade, eu comecei a equacionar as seguintes questões:
  • O que é essa coisa que chamamos de felicidade?
  • É alcançável?
  • É confiável?
  • É sustentável?
Ao estudar o estado de felicidade, fiquei intensamente consciente da sua fragilidade. Quando as circunstâncias da nossa vida mudam e nós perdemos o “objeto” que contribuía para nos fazer felizes, puf, a nossa felicidade desaparece. Quando os sentimentos negativos e desconfortáveis ​​aparecem dentro do nosso estado de felicidade ou o “objeto” que era o promotor de felicidade não funciona mais, a felicidade desaparece novamente. Estamos constantemente a adquirir e a perder a felicidade. Então a felicidade parece não ser mais que um mero estado, como a alegria, contentamento ou a excitação? Respondo afirmativamente, desde que a consideremos um estado, e não um objetivo de vida. Exemplo disso, é aquilo que todos, e eu incluído, corriqueiramente dizemos:
“Eu quero é ser feliz.”
E é legítimo querermos isso, tal como é querermos estar contentes, bem-dispostos, realizados, em paz de espírito, entre outros sentimentos. É claro que estou a entrar num assunto que pode tornar-se polémico, numa altura em que a felicidade se tornou o “objeto” de estudo mais desejado. Por esse motivo, ou seja, de existir alguma controvérsia no termo felicidade, começa-se a usar o termo: bem-estar.
Desenvolvi a ideia de que não são os nossos esforços para criar felicidade que estão falhando, mas sim, a nossa escolha de felicidade como um objetivo último. A felicidade é o objetivo errado (disfuncional) para a nossa vida. A felicidade (tal como usualmente é abordada) depende da nossa capacidade de controlar as circunstâncias que, não importa o quanto tentemos, não podemos controlar na grande maioria das vezes. A felicidade depende das circunstâncias manterem-se iguais ou praticamente inalteráveis. A vida sempre muda, sentimentos desconfortáveis ​​sempre surgem, e o que nós temos de mais certo é o fluxo da vida. Esta é a natureza da vida. A vida flui, a vida muda a cada instante.
Dica: A escolha de felicidade contínua como uma busca e propósito de vida é irremediavelmente um falhanço.

O SUPORTE DA FELICIDADE

Provavelmente, e caso o leitor tenha lido alguns dos meus anteriores artigos em que abordei a felicidade, nos quais a “usei” com um sentimento apetecível e que pode ser promovido, poderá colocar em questão o que estou a transmitir neste artigo. No entanto se observar mais atenciosamente, os artigos têm um elo de ligação que é a construção de uma estrutura mental positiva que permita suportar ações que tenham um retorno satisfatório e consequentemente a criação do sentimento de felicidade. Que é muito diferente de ser algo que tenhamos de procurar como se fosse um objeto a adquirir e assim ficasse imutável até ao fim da nossa vida. Nada disso.
Deixo-lhe alguns artigos caso tenha curiosidade em ler:
Para muitos de nós a vida não é fácil. Porque razão, criamos então a noção que deveremos ser felizes o tempo todo? Provavelmente irá responder: “mas claro que eu sei que isso não acontece.” Sendo assim, porque é que a maioria de nós, quando sentimos que estamos a passar por dificuldades, nos sentimos infelizes? Provavelmente, porque ilusoriamente criámos a noção emocional de que deveríamos ser felizes o tempo todo. Esta expetativa tola cria um sofrimento tremendo.
Ao invés de tentar manter algo de natureza transitória, podemos promover um estado de bem-estar e de ótimo funcionamento do ser humano que seja capaz de dar suporte e florescer dentro da volatilidade inerente à vida humana.
A reter: Nós devemos ser gratos pelo estado de felicidade quando este se faz sentir, mas querê-lo como um objetivo último para a vida, não é sábio.

Importa por isso levantar algumas questões esclarecedoras:

  • Existe algo maior, mais profunda, mais duradouro do que a felicidade?
  • Existe um estado de bem-estar que pode sustentar as novas circunstâncias e as mudanças emocionais que a vida inclui?
  • Existe uma maneira fundamentada de regular os estados emocionais, mesmo quando o conteúdo da nossa vida é instável?
  • Se assim for, que mudança devemos fazer para descobrir este estado que é mais profundo e mais elevado do que a felicidade?

felicidade

ACIMA DA FELICIDADE

É usual quando enfrentamos provações na vida, quando perdemos algo muito significativo ou tardamos em alcançar algo que desejamos muito, que um sentimento de infelicidade se instale. Diferentes pessoas, adotam diferentes estratégias, técnicas ou abordagens para recuperarem o sentimento de felicidade que foi perdido. Retiros espirituais, meditação, grupos de apoio, terapia, medicamentos. Há ainda quem fique mais confuso e procure alguns escapes menos recomendados, acabando por perder o pouco que ainda restava. Evidentemente que algumas das coisas que referi anteriormente podem ajudar a pessoa a recuperar o seu estado incapacitante. No entanto algo mais é possível de desenvolver ou ficar consciente, que se torne útil ao longo de uma vida.
Aquilo que tanto procuramos fora de nós, se olharmos mais de perto, se olharmos para dentro de nós, sempre nos acompanhou. Na verdade, aquilo que pode comprovar-se como mais elevado e como mais permanente, e que pode permitir restabelecermos o equilíbrio emocional e resgatar a felicidade, é muito mais um construto do que um sentimento. É uma noção construída de que nós temos a capacidade de não estarmos satisfeitos com algo, com alguém ou com a nossa vida e ainda assim estarmos conscientes que nós não somos o nosso sentimento de infelicidade, mas somos sim, aquele que tem o poder de voltar a resgatar o sentimento de felicidade, sempre que isso se justifique.

Explicando na prática, este é o processo simplificado:

  • O primeiro passo a ser dado é parar de procurar, é parar de julgar que a felicidade está nas coisas ou nos outros. Nada disso. Claro que muitas coisas que obtemos, assim como as pessoas que nos são queridas podem propiciar-nos belíssimos momentos, mas isso não é a base de algo sustentável.
  • Depois, é focar a sua atenção naquilo que sente quando a felicidade o abandonou.
  • O passo seguinte é não querer não sentir os sentimentos e/ou sensações desagradáveis.
  • Segue-se então o ato de vivenciar a experiência. Você toma assim contato com o que está acontecendo consigo e dentro de si, o que sente no seu corpo e aquilo que se passa na sua mente.
  • Você não é aquilo que sente, você é aquele que sente e tem a noção que necessita fazer algo para voltar a restabelecer o equilíbrio emocional.
  • Consciencialize-se da noção de desapego, vivenciando a realidade, interna e externa, mas ao mesmo tempo percebendo que não é uma coisa nem outra.
  • Você não é a sua felicidade, como tal, quando esse sentimento fica distante, você não tem necessariamente de considerar-se infeliz. Você está passando por algo, e experienciado sentimentos, sensações e momentos desagradáveis, mas tem em si próprio a possibilidade de perspetivar ações que o encaminhem para o sentimento de bem-estar.
  • A sua capacidade de resgatar a felicidade ou o bem-estar é o construto que está acima do sentimento de felicidade.
  • Você é mais que os seus sentimentos, positivos ou negativos, felicidade ou infelicidade, você é o agente de ações que permitem alcançar um equilíbrio emocional e criar um mecanismo de sustentabilidade da sua força de vida.
  • Você é essa força.
  • Essa força está dependente da noção que você tem, ou não tem, de que a sua força depende da sua vontade para usar essa mesma força.
  • Você e a sua força são um só. Quando você está mal, deve acionar essa força, quando a força está em baixo, você deve fazer coisas para recuperar a força.
Seguindo a linha de raciocínio do meu artigo: Superar o passado, torne-se mais do que aquilo que você era, que resumidamente descreve a ideia que você é o seu futuro, transmite-nos a noção de que existe algo muito mais elevado do que os nossos sentimentos, pensamentos e acontecimentos. O mesmo será dizer: Você. Nós somos o observador que nos observa e temos a capacidade de mudar o observador para que possa ver um novo observado. Você.
A saber: Nós somos aquilo que posso apelidar de um metaser. Um ser que pode desenvolver a noção de conseguir vir a ser mais do que aquilo que é, aplicando a vontade de elevar-se a si mesmo.
Na prática, se eu estou a experienciar sentimentos ou sensações em que avalio como infelicidade, dado que eu sou mais do que aquilo que sinto, que penso e que me acontece, eu posso fazer coisas para que me elevem acima da minha experiência do momento, e pouco a pouco caminhar para a construção sustentado do meu bem-estar, onde entre outras coisas incluo o sentimento de felicidade.
Foi esta mudança de consciência ou de noção, que eu comecei a vislumbrar um estado de ser que é radicalmente diferente e surpreendentemente mais capacitado, um estado que é mais profundo e mais consistente do que a felicidade. Na verdade, foi o estudo da volatilidade da felicidade que me permitiu descobrir uma porta para algo muito mais elevado do que a felicidade jamais me ofereceu. A felicidade é um estado passageiro e vivenciado dentro de mim, como tal, é um reflexo de uma parte de mim, é criada em mim, umas vezes imposta, outras vezes promovida.
A reter: O que está acima da felicidade e que pode suportá-la e resgatá-la, é a noção (consciência) de que o ser humano possui em si próprio a vontade de elevar-se a si mesmo, por ação da sua vontade. É uma força dentro da força. É a força de vontade acionada pela força vital (você) que permite elevar-se acima de qualquer experiência que possa estar a acontecer-lhe.
Com esta noção em mente, caso esteja a sentir-se infeliz, redefina essa personalização para: “Sentir um sentimento de infelicidade em mim.” Ao abordar o assunto desta forma, promove o desapego da experiência e a aceitação da mesma. Ao olhar de forma distanciada para o sentimento de infelicidade que está a experienciar, isso permite-lhe tomar consciência que nada pode afetar a sua força vital. A força que suporta todo e qualquer sentimento que você queira promover.

A FELICIDADE QUE EMERGE DA APLICAÇÃO DA FORÇA VITAL

No artigo: O lado oculto da felicidade, falei acerca da força transcendente na capacidade humana para florescer sob a maioria das circunstâncias difíceis. Muitas pessoas, e eventualmente você também já experienciou reacções positivas às experiências profundamente perturbadoras. E, esta capacidade extraordinária não se limita apenas aos mais fortes ou aos mais bravos, mas a qualquer pessoa que ganhe noção que tem em si a opção de canalizar a sua força para uma atitude positiva de acordo com a realidade que têm em mãos.
Se abordarmos uma definição mais ampla (acima da felicidade) em que fundimos a parte da alegria, desafios, objetivos, bem-estar, gozo, satisfação com a capacidade que temos para a superação, para a aceitação dos sentimentos negativos, traumas, dor, obstáculos e adversidade. O profundo construto mais elevado que a felicidade é edificado por sentimentos felizes e capacitadores, mas também temperado com nostalgia, arrependimento e dor. A felicidade é apenas um entre muitos valores na vida humana. A compaixão, sabedoria, altruísmo, intuição, criatividade, realização, satisfação geral, por vezes só emergem perante a experiência da adversidade.
A reter: As situações drásticas forçam-nos a enfrentar o doloroso processo de mudança. Para viver uma vida humana plena, uma existência num ambiente tranquilo, alegre, despreocupado e facilitado não é suficiente. Nós não necessitamos apenas de viver, também precisamos crescer, realizar-nos, superar-nos, desenvolvermo-nos, e isso às vezes dói.

ACEITAR O DESAGRADÁVEL PARA ABRAÇAR A ELEVAÇÃO

Passamos as nossas vidas tentando chegar a um lugar imaginário, onde a felicidade duradoura espera por nós. O que não sabemos é como chegar aqui, onde estamos, e elevar-nos acima do que possamos estar a experienciar. Descobrimos o bem-estar quando mudamos o nosso foco para este momento que realmente está aqui, e relembramos a nós mesmos a força que vive em nós, superior a tudo o que possa estar a acontecer no nosso ser.
Dica: O segredo para o bem-estar é contra-intuitivo: permite que o que está sentindo dentro de você aconteça, não faça nada com isso, não o julgue, não tente mudá-lo, não o transforme numa identidade  (qualquer coisa que diga algo sobre quem você é).
Permita experienciar os sentimentos e os pensamentos, deixe que todas as experiências aconteçam dentro de você sem transformar isso numa história sobre você e a sua vida. Quando deixamos de alcançar um resultado em particular com a nossa experiência e conhecemos essa mesma experiência, tal como ela é, quer queiramos ou não, nós descobrimos um estado de profundo contentamento que não depende de nada nem de ninguém, e é inerentemente e eternamente nosso. Na verdade, descobrimos quem realmente somos: uma força viva acima da experiência que acontece dentro de nós. Perante sensações, pensamentos e sentimentos desagradáveis ou perturbadores, é importante estarmos cientes que devemos aceitar isso como uma experiência, que não somos isso, e relembrar a nós mesmos que acionando a nossa força vital por ação da nossa vontade, elevamo-nos acima de tudo o que está acontecendo em nós, e passamos a ser quem realmente somos. Um metaser que se orienta  e se cria a si mesmo, acionando os mecanismos necessários para superar-se acima da sua experiência.
Agarrar o seu filho nos braços, aquecer-se à frente de uma fogueira acolhedora, ou mesmo, apenas beber um bom vinho talvez possa fazê-lo sentir-se feliz. Certamente muitas são as coisas que podem propiciar-nos ótimas sensações que nos colocam um sorriso nos olhos. E, somos uns afortunados por podermos viver essas experiências. A felicidade é importante e todos nós devemos experienciá-la, e ser livres para promovê-la, nos nossos próprios caminhos. Eu não tenho nenhuma “problema” com a felicidade, ou a busca da felicidade. Eu, realmente não tenho. Apenas sou um defensor acérrimo que não é tudo aquilo que devemos perseguir.
A reter: A felicidade vem a felicidade vai. É fugaz.
Não é possível estar feliz o tempo todo. Se fosse, como saberíamos o que é felicidade? No mínimo precisamos de experimentar estados de não felicidade, de modo que possamos ter um termo de comparação.
Em vez de estarmos constantemente tentando alcançar um estado de ser que nos faz felizes, devemos tentar equilibrar a balança e gastar mais da nossa energia mental vivendo o presente com a noção de que independentemente do que possamos estar a experienciar, possuímos em nós a opção de acionar a nossa força vital por ação da nossa força de vontade, e como isso em mente fazer dessa capacidade a nossa ELEVAÇÃO.
ELEVAÇÃO: Capacidade de conduzir-nos e elevar-nos a nós mesmos.
Abraço