Changing Plain Jane

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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Está à beira do abismo emocional? Saiba como recuperar o controle


Você já passou por um momento emocional caótico, onde se sentiu como se estivesse prestes a desacreditar na vida? Já se sentiu a ficar desesperado? Que a situação que está vivendo parece estar puxando você para baixo? Certamente muitos de nós em algum momento das nossas vidas entramos neste caos emocional. Tudo parece ir no sentido contrário e os caminhos tornam-se tortuosos. Isso pode levar-nos a desejar encontrar uma solução imediata. Entramos num pensamento ansioso de rapidamente resgatarmos o equilíbrio emocional.
Nestes períodos difíceis, usualmente a pessoa fica à mercê de um duplo problema, constituído pelo sofrimento emocional criado pela situação que enfrenta e ao mesmo tempo pela tentativa frenética de voltar a sentir-se bem. Por vezes, é exatamente na busca de melhoria imediata que o próprio problema aumenta, pois a pessoa constata que não consegue restabelecer o seu equilíbrio tão rápido quando desejaria e necessita.

Recuperar o controle emocional

Nem sempre conseguimos controlar o que está acontecendo ao nosso redor. O que mais importa ser feito durante esses tempos de sofrimento é tentar manter-se consciente das dificuldades que enfrenta para poder ajudar a si mesmo. Esse processo é muito individualizado, mas ajuda saber, que estar disposto a descobrir o que é útil para você, em particular, poderá ser o início do seu processo de recuperação.
No vídeo que se segue, respondo a dois leitores onde explico algumas formas eficazes de lidar com os momentos de desequilíbrio emocional e/ou problema emocionais, alertando ainda para os erros e equívocos que usualmente se comete na tentativa de melhorar e superar os problemas que se enfrenta.
Se você é uma das pessoas que luta com alguma dificuldade ou problema emocional há mais de seis meses, e não tem melhorado, ou procura uma “cura milagrosa“, pondere assistir ao meu vídeo, lá explico alguns dos erros que pode estar a cometer para não conseguir melhorar o estado em que se encontra.


Fonte:

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

7 maneiras de lidar com os pensamentos negativos

A maioria de nós gasta muito tempo dentro da nossa própria mente. Preocupamo-nos com o futuro, ruminamos sobre os eventos passados, e, mais do que deveríamos, focamos a atenção nas partes da vida que nos deixam insatisfeitos. Os pensamentos negativos ou indesejados ao tomarem conta da sua mente retiram-lhe a possibilidade de apreciar as boas experiências da vida, retiram-lhe o foco no que é importante, e drenam a sua energia. Podem fazer você se sentir ansioso e deprimido. A boa notícia é que com a prática dedicada, você pode substituir padrões de pensamento negativo para pensamentos que realmente possam ajudá-lo. E isso pode fazer uma enorme diferença na sua felicidade e bem-estar.  
Experimente estas 7 maneiras de gerenciar (e diminuir) os seus pensamentos negativos:

1. Reconheça as distorções do pensamento

As nossas mentes têm formas inteligentes e persistentes de nos convencer de algo que não é realmente verdadeiro. Esses pensamentos imprecisos reforçam o pensamento negativo. Mas se você conseguir reconhecê-los, pode aprender a desafiá-los. Apresento cinco distorções do pensamento mais comuns:
  • Pensamento preto e branco: Vendo tudo de uma forma ou de outra. Você coloca as pessoas ou situações em categorias (ou desta ou daquela), sem tons de cinza. Se o desempenho fica um pouco aquém do ideal, você vê-se como um fracassado total.
  • Personalização: Você assume que é culpado por qualquer coisa que dá errado, como pensar que alguém não sorriu para você porque fez algo para perturbá-lo. (É mais provável que a pessoa esteja tendo um dia difícil e o humor dela não tem nada a ver consigo.)
  • Filtragem: Escolhe ver apenas o lado negativo de uma situação, ignorando todas as coisas boas e positivas que aconteceram.
  • Catastrofização: Assumir que o pior resultado possível vai acontecer.
  • Tirar conclusões precipitadas. Sem que as pessoas lhe informem, você julga saber o que elas estão sentindo e porque agem de determinada forma e quais as razões que suportam isso. Mais especificamente, você acredita ser capaz de determinar como as pessoas estão se sentindo em relação a si mesmo. Por exemplo, você pode antecipar que as coisas vão sair mal, convencendo-se de que a sua previsão já é um fato estabelecido.

2. Desafie os pensamentos negativos

Sempre que você tem um pensamento distorcido, pare e avalie se ele é preciso. Pense em como iria responder se um amigo falasse sobre si mesma dessa maneira. Você provavelmente iria oferecer uma boa refutação para a sua visão negativa! Aplique a mesma lógica aos seus próprios pensamentos. Pergunte a si mesmo se você está assumindo que o pior vai acontecer ou culpar-se por algo que não tenha acontecido da maneira que você queria. Depois pense em outros possíveis resultados ou razões que possam acontecer de forma diferente daquela que você esperava.

3. Desapegue-se dos seus pensamentos negativos

É possível aprender a se separar dos pensamentos negativos. Uma maneira de fazer isso é permitir-se a ficar um determinado tempo (talvez cinco minutos) com os seus pensamentos negativos, sem os alimentar, sem os julgar. Em seguida, tome consciência que você não se resume aos seus pensamentos negativos. Você é quem pode pensar acerca dos seus próprios pensamentos. Assim sendo, se você apanha a si mesmo a pensar negativamente e isso o perturba, ou não corresponde à realidade, faça uma pausa e concentre-se em outros pensamentos mais adequados e benéficos.  

4. Liberte-se do julgamento

Todos nós julgamos a nós mesmos e aos outros, e geralmente acontece inconscientemente. Constantemente comparamo-nos com outras pessoas ou comparamos nossas vidas com algum ideal, e tudo isso apenas gera insatisfação. Quando você é capaz de deixar de julgar (não é fácil, mas possível), provavelmente vai se sentir mais à vontade. Algumas maneiras de fazer uma pausa dos pensamentos críticos incluem reconhecer sua própria reação, observá-la e, em seguida, deixá-la ir. Outra técnica útil é construir um “juízo positivo“. Isso significa que quando você notar que está julgando negativamente uma pessoa, a você mesmo ou uma situação, procure uma qualidade positiva também.

5. Pratique a gratidão

O sentimento de gratidão tem um grande impacto no seu nível de positividade e felicidade. Mesmo quando você está enfrentando um momento desafiador em sua vida, geralmente pode encontrar coisas (mesmo pequenas coisas) para ser grato. Não tem que ser uma lista exaustiva, mas perceber as coisas que estão indo bem e fazer você se sentir feliz vai mantê-lo em contato com tudo o que tem de bom e é significativo na sua vida. Manter um diário de gratidão e escrever algumas coisas nele todos os dias é uma maneira fácil e eficaz de fazer isso. 

6. Concentre-se em seus pontos fortes

À nascença vimos com um cérebro especializado em focar-se em tudo o que é negativos, pois isso aumenta a possibilidade de sobrevivência. Mas quanto mais você puder praticar o foco em seus pontos fortes e não ruminar exageradamente nos erros que cometeu, naquilo que não aconteceu como desejava, ou está de errado na sua vida, mais fácil será sentir-se positivo sobre si mesmo e sobre a direção que sua vida está tomando. Se você se encontra tendo recorrentemente pensamentos perturbadores sobre sua personalidade ou ações, faça paragem de pensamento e mude o seu foco para algo que você gosta ou faz bem.

7. Pratique a autocompaixão

Autocompaixão significa ter alguma amizade, generosidade e simpatia por você mesmo. Não é autopiedade, mas sim um reconhecimento e aceitação da sua humanidade, da sua imperfeição, e da sua capacidade para o sofrimento.  No fundo, é aceitar a sua condição de ser humano. É empatia com você, do mesmo jeito que tem para o seu melhor amigo ou parceiro. Você pode dizer para si mesmo: “Tudo fica mais difícil quando penso e me sinto neste estado.” A aceitação da nossa condição enquanto ser humano, surte o mesmo efeito que o abraço de uma mãe tem quando reconforta o seu filho.
Estes passos podem não funcionar para todas as condições se a pessoa já tiver um padrão mental negativo demasiado instituído, e com isso possa ter desenvolvido algum transtorno psicológico ou uma autocrítica demasiado profunda. Mas acredito ser incrivelmente eficaz em muita situações e para muitas pessoas. Como eu digo no meu livro, Como Mudar a Sua Vida Para Melhor:
“Quanto mais compaixão e aceitação você tiver com o seu pensamento negativo, mais fácil será dissolvê-lo e seguir em frente.”


Por Miguel Lucas em Psicologia Positiva

sábado, 15 de outubro de 2016

Saiba como ser uma pessoa mais positiva

Bem este artigo é essencial para todos nós, principalmente quem tendência a ser negativo como eu.
Espero que gostem.
xoxo

Algumas pessoas têm uma tendência interna para sentir emoções negativas, sem motivo aparente. Na posse desse sentimento, questionam-se acerca da razão de se sentirem desse jeito, ou o que pode estar de errado com elas. Na tentativa de encontrarem uma justificação, pode dar-se inicio a uma busca incessante dos motivos da sua negatividade. Nesse momento o ciclo da negatividade fica completo. O sentimento depressivo, deceção e autodesvalorização normalmente andam de mãos dadas com a negatividade, e torna-se muito difícil sair desse círculo vicioso.
Por exemplo: Quando um amigo consegue uma conquista profissional ou melhorou a sua vida pessoal, você até pode ficar feliz por ele, mas sente a negatividade a apoderar-se do seu ser porque compara as suas próprias realizações com as dele. Pode até desenvolver ciúmes, alimentando a raiva com pensamentos negativos e de autodesvalorização.
Todos nós sentimentos emoções negativas e com isso acionamos os pensamentos negativos na nossa mente, mas este processo só se torna em negatividade se agirmos de acordo com o que estamos a sentir e a pensar. Aquilo que importa ser feito é reduzir o diálogo interno negativo e substituir os pensamentos negativos por positivos. Deixe-me dizer-lhe como isso funciona:

Envolva-se com o pensamento positivo

Quando você está acostumado a pensar negativamente sobre cada situação que enfrenta na sua vida, é difícil de dizer: “Ok, eu vou começar a pensar positivamente a partir de agora.” Isso é impossível de você fazer se julgar que a “técnica” do pensamento positivo é simplesmente colocar a cabeça nas nuvens, não se permitindo ter pensamentos negativos e não ser afetado por qualquer mau pensamento ou emoção. Nada disso!
O pensamento positivo é tudo sobre fazer o que estiver ao seu alcance para tornar a sua vida melhor, promovendo ações construtivas e acreditando que coisas boas aconteçam no retorno do seu esforço. Tudo começa com uma mudança nas suas práticas de autoverbalizações (discurso interno).
Por exemplo, se alguns dos seus amigos não o convidarem para sair nas últimas semanas, você poderia pensar que eles esqueceram que você existe. Com a negatividade na sua mente, você pensaria: “Eles vão querer estar comigo quando precisarem de um favor, e eu vou pagar-lhe na mesma moeda para que me continuem a ignorar depois disso”. Com a positividade na sua mente, você poderia pensar: Devem andar muito ocupados nas suas vidas, vou pegar no telefone convidá-los a sair, esperando uma conversa agradável”. A autoverbalização positiva faz uma diferença enorme.

Primeiro passo: observar e compreender os seus pensamentos

O primeiro passo para a cura emocional é a ganhar consciência do seu discurso interno. Se você não se tornar ciente dos seus pensamentos negativos, não pode trabalhar para a melhoria. Se nos tornamos mais conscientes da nossa maneira de pensar, podemos reconhecer as interpretações negativas e distorções do pensamento. Importa que você conheça os seus padrões negativos de pensamento automático.
Há algumas características de pensamentos negativos que nos permitem identificá-los:
  • Eles fazem-nos sentir mal sobre nós mesmos
  • Eles vêm inesperadamente
  • Eles parecem bastante realistas para nós, embora esses pensamentos geralmente estejam distorcidos pelo nosso próprio ego
  • Eles retiram-nos capacidade e ofuscam as nossas habilidades
  • Eles são catastróficos
Os pensamentos negativos geralmente aparecem rapidamente na mente, deixando-nos com sentimentos que carregamos sem estarmos plenamente conscientes de onde vieram. Se for esse o seu caso, e você fique sentindo-se ansioso ou triste, deve simplesmente verbalizar as emoções. “Qual a razão de estar estressado e triste? O pensamento causou esse sentimento?“Talvez você construa uma imagem mental que irá revelar as razões para o seu estado de ser. Pergunte a si mesmo: “O que isso significa para mim? Como eu vejo isso? É a minha percepção errada?” Ao identificar os pensamentos negativos automáticos, está ajudando a si mesmo a reduzir o seu impacto ao nível nível subconsciente.

Passo Dois: Substitua as autoverbalizações negativas incentivando-se

Esta é a parte mais difícil. Quando notar que o fluxo de pensamentos silenciosos na sua mente é negativo, você precisa mudar de canal. Embora o seu discurso interno possa parecer lógico, ele é baseado em equívocos afetados pelo seu ego. Você precisa fazer um esforço para questionar a sua negatividade para começar a pensar positivamente.
Em seguida apresento algumas dicas práticas para ajudá-lo:
1 – Pegue uma folha de papel e divida-a em duas colunas. Em seguida, anote os seus pontos fortes de um lado, e os seus pontos fracos, do outro. Faça isso o mais rápido possível, sem dar-lhe muita atenção. Então, observe essas colunas. Será que você anotou as coisas mais positivas sobre si mesmo, ou você focou-se no lado negativo? Se as observações negativas prevalecem, então pense que características mais positivas podem trazer equilíbrio à sua lista. Em seguida, escreva dez recursos mais positivos da sua personalidade. Pode ser difícil para uma pessoa com padrões elevados de negatividade fazer isso, mas não desista e continue procurando dentro de si. Você vai encontrar algumas coisas boas lá. Repita esse exercício no final de cada semana durante tantas semanas quanto achar necessário.
2 – Reconheça os pontos de mudança. Lembre-se da lista que completou no exercício anterior. Isso ensinou-lhe como prestar atenção às coisas boas e positivas de si mesmo. Isso não significa que você deve ignorar as coisas negativas que escreveu. Você escreveu que você era preguiçoso, sem ambição, sem inspiração, ou que é muito sarcástico? Todo mundo tem diferentes falhas, por isso é natural que você também tenha. No entanto, deve sempre ter em mente que pode mudar as coisas. Se perceber que algumas formas de você pensar e agir estiveram alimentando o pensamento negativo, trabalhe nelas. Mude-as.
3 – Acredite que coisas boas irão acontecer em retorno das suas novas ações de positividade. Elas irão acontecer. Quando você está fazendo o seu melhor para ter sucesso no seu trabalho ou das relações que tem, não há nenhuma razão para esperar o pior resultado. Mude o seu ponto de vista e tente manter uma imagem positiva do seu futuro.
Mensagem a reter: Não espere tornar-se um otimista de um dia para o outro. Estes exercícios vão certamente ajudar a torná-lo uma pessoa mais positiva e começar a enfrentar positivamente grande parte das situações difíceis da sua vida. No entanto, a viagem exige grandes esforços e vontade de ter sucesso. Você está pronto para fazê-lo?

Miguel Lucas



domingo, 9 de outubro de 2016

COMPREENDER A RAZÃO DOS SENTIMENTOS NEGATIVOS

Partilho aqui mais um texto da escola de psicologia que acho muito bom
xoxo

Como podemos lidar da melhor maneira com as nossas reações emocionais do dia a dia? O que podemos fazer quando o nosso parceiro nos decepciona, quando temos uma luta com o nosso filho, ou quando nos sentimos provocados por um amigo? Curiosamente, o melhor que se deve fazer é não repudiar a dor emocional.
Gastamos muito mais energia evitando as dores emocionais daquilo que nos perturba do que realmente a enfrentar os nossos sentimentos. Muitas vezes, causamos a nós mesmos miséria emocional através das nossas tentativas para nos defendermos das emoções desagradáveis. Além disso, ao esforçarmo-nos para não sentir os nossos sentimentos, tornamo-nos desnecessariamente defensivos, e muitas vezes acabamos prejudicando os outros.

EXPERIENCIAR OS SENTIMENTOS AGONIZANTES É UMA VANTAGEM PARA A VIDA

Podemos sentir os sentimentos mais agonizantes sem catastrofizar. Aceitar a dor emocional sem temê-la permite sentir os sentimentos negativos e, em seguida, seguir em frente. Este processo permite-nos ser emocionalmente mais adaptáveis. Isso também nos permite sermos mais assertivos quando respondemos às interações emocionalmente desafiadoras. Quando enfrentamos a nossa dor, em vez de evitá-la, ficamos mais propensos a acordar mais revigorados e a sentirmo-nos melhor no dia seguinte, em vez de ficarmos presos nos sentimentos negativos. Na verdade, é como se conseguíssemos ver o lado positivo da tristeza.
A reter: As pessoas que não se deixam experimentar as suas emoções negativas tendem a somatizar esses sentimentos na forma de ansiedade ou depressão, aumentando ainda a propensão a tomar “drogas” para reprimir a dor emocional.
Muitas vezes tendemos a evitar situações em que possamos vir a sentir-nos humilhados ou desapontados. Quando evitamos a todo o custo podermos fazer má figura ou fracassar em algo, podemos perder as chances de alcançar os nossos objetivos. Quando nos abrimos à possibilidade de falharmos ou não termos um desempenho perfeito, percebemos que aquilo que tememos não é realmente assim tão ruim, e certamente não é uma ameaça à vida.
Quando tomamos a iniciativa de nos expomos à possibilidade de ficarmos desapontados ou algo não acontecer como desejamos, tendemos a sentir-nos mais fortes e mais descontraídos. Com este tipo de atitude evitamos alimentar cenários catastróficos de que as outras pessoas irão rejeitar-nos ou não irão gostar de nós se agirmos de uma determinada forma. No geral, lidar diretamente com os nossos sentimentos de decepção ou desapontamento torna-nos mais resistentes, flexíveis, adaptáveis e funcionais nas nossas vidas.

OLHAR PARA A REALIDADE TAL COMO ELA É

A nossa perspectiva global sobre a vida e o que esperamos dela tem muito a ver com a forma como lidamos com os desafios e com a realidade. Se apenas esperamos que a vida seja “feliz” ou que merecemos que as coisas aconteçam do jeito que sonhamos, mais facilmente ficamos no caminho da decepção e sentimento de injustiça. É muito mais adaptável reconhecer a realidade como ela é, ou seja, que a realidade também comporta momentos dolorosos. Ao enfrentar as realidades existenciais, e aceitar que vamos morrer em breve (mesmo que seja daqui a cem anos), estamos preparados para enfrentar situações dolorosas, como o envelhecimento, a deterioração e a perda.
Mesmo que estas emoções sejam realmente muito difíceis de enfrentar, quando não as evitamos, estamos na verdade saudavelmente cheios de vida. Sem as sentirmos, não podemos ter uma apreciação plena do que é estar vivo. As emoções dolorosas fazem-nos ficar mais conscientes de que cada membro da raça humana está no mesmo barco e de repente todas as diferenças que nos dividem tornam-se mesquinhas e sem sentido. Se você não passar por cima dessas realidades existenciais dolorosas, por certo conseguirá desenvolver uma perspectiva mais compassiva em relação a si mesmo e aos outros.
É importante conhecer a si mesmo. O que lhe dá o sentido da vida? Quais são os seus valores pessoais? Quando conhece a si mesmo, você sabe o que está fazendo com a sua vida.
Partilho o meu próprio exemplo: Com a criação do meu Blog, eu sabia o que queria fazer. Eu queria fazer uma contribuição ajudando as pessoas. Eu não queria ser insignificante, queria ser significativo e queria compartilhar as minhas aprendizagens e experiências. Eu não esperava que fosse fácil e que conseguisse rapidamente ser uma referência para os meus leitores. Eu realmente sabia o meu valor e o que queria transmitir em cada palavra. Eu sabia que tipo de pessoa eu queria ser, como eu iria agir em diferentes circunstâncias na ajuda às pessoas que me procuravam. Eu segui algumas linhas de raciocínio de pessoas que eu admirava. Eu ouvia as pessoas falarem sobre o que lhes causou sofrimento, e eu queria ajudá-las a obterem conhecimento para se tornarem mais funcionais nas suas vidas. Com a experiência de ajudar muitas pessoas, ajudei a mim mesmo a perceber-me e a viver a realidade como ela é, boa e má, alegre e triste, vitoriosa e decepcionante. Aprendi a viver a vida na sua plenitude. Na verdade continuo a aprender.
Quando se trata de relacionamentos, é útil e sábio não nos defendermos dos nossos próprios sentimentos, como é aconselhável estar ciente dos sentimentos que a outra pessoa está experimentando. É importante para não ficarmos demasiado presos em nosso ponto de vista pessoal.
A reter: Quando se sentir magoado ou zangado com alguém, em vez de deixar esses sentimentos assumirem completamente as suas decisões, tente manter em mente a perspectiva da outra pessoa e esforce-se para entender o que ela poderá estar sentindo. Isso permitirá que você alargue o entendimento do que está acontecendo momento a momento.

ATUALIZE AS SUAS EMOÇÕES DE ACORDO COM AS CIRCUNSTÂNCIAS DO MOMENTO

Para sermos mais resiliente, é importante permanecer no momento presente e não permitir que as nossas reações dependam apenas do nosso passado. Por vezes, quando fomos machucados e passamos a ter reações despropositadas nas nossas interações, estamos exagerando com base no nosso passado e não de acordo com o momento presente.
O conflito atual pode desencadear emoções não resolvidas da nossa infância. A forma como a outra pessoa está reagindo a nós, as palavras que está usando para nos descrever podem fazer recordar alguém ou alguma relação que foi significativa no nosso passado. Isso ocorre especialmente nos relacionamentos mais próximos, aqueles com os nossos parceiros e ente queridos, onde podemos projetar traços de personalidade dos nossos primeiros cuidadores, as pessoas às quais éramos originalmente mais vulneráveis, e reagir no momento presente com base nas nossas antigas projeções.
Quando apanhamos a nós mesmo a ter uma resposta emocional desproporcional para a situação, podemos parar e ter um momento para refletir sobre como a nossa reação pode estar a ser influenciada pelas nossas experiências passadas. Podemos esforçar-nos a saber mais sobre os nossos gatilhos emocionais, ou seja, aquelas situações ou características que são demasiado reativas ou que tendemos a ver coisas onde elas não existem.
A reter: À medida que for tomando consciência dessas reações despropositadas e como elas se relacionam com o seu passado, e portanto, tendo compaixão por si mesmo, passará a ser menos reativo na sua vida e mais adaptável nas suas respostas e comportamentos. Para deixar de permitir que as suas reações emocionais “levem a melhor”, não ficar preso em sentimentos negativos, e não ficar demasiado defensivo, é imperativo desenvolver a capacidade de ser empático, compassivo, sentir o sentimento, e ficar no momento presente.
Precisamos estar dispostos a sentir plenamente os nossos sentimentos, não fugindo da dor emocional. Precisamos conhecer a nós mesmos e ser a pessoa que queremos ser nas nossas vidas. Precisamos estar dispostos a enfrentar as realidades existenciais que todos nós enfrentamos como seres humanos. Precisamos manter a perspectiva de que a nossa “realidade” pode diferir da realidade das outras pessoas. Precisamos estar presentes na realidade do momento que estamos vivendo e libertar-nos de sobreposições impostas pelas angústias do passado.
A reter: Ao desenvolver essas habilidades dentro de si mesmo, enriquecerá a sua vida com significado e manterá um nível de resiliência que permitirá assumir desafios inevitáveis da vida e alcançar os seus objetivos pessoais.

Miguel lucas

quinta-feira, 7 de julho de 2016

TEM UM PROBLEMA? DECIDA-SE A FAZER ALGO PARA MELHORAR

Por Miguel Lucas em Saúde e Bem-Estar
Todos nós na caminhada da vida vamo-nos deparando com problemas. Neste artigo vou centrar-me nos problemas de natureza psicológica e emocional, os quais podem estar relacionados com várias áreas de vida ou acontecimentos do dia a dia. Aqui no Blog, escrevo maioritariamente sobre assuntos que possam ajudar de alguma forma a superar algum problema ou dificuldade. E inserido neste cenário de superação ou melhoria, muitas são as pessoas que me colocam questões na procura de soluções para os seus problemas, na grande maioria das vezes querendo apenas numa dica resolverem situações que nos últimos meses ou anos só têm vindo a piorar.

NÃO PROCURE MILAGRES, FAÇA ALGO PARA MELHORAR

Neste artigo, vou apresentar mais em baixo um vídeo que gravei falando acerca de algumas indignações e de certo modo dando “um puxão de orelhas” a quem enfrenta alguns tipos de problemas de ordem emocional ou de transtorno psicológico e nada faz para melhorar. Ou seja, na verdade muitas pessoas procuram soluções rápidas ou “milagrosas” que solucionem os incómodos ou dificuldades associadas ao problema que enfrentam. Mas, o fato de quererem solucionar rapidamente o problema que enfrentam, é que impossibilita a melhoria que tanto procuram.
Em consequência de procurarem a “cura milagrosa“, ficam “cegas” para as sugestões ou encaminhamento que sugiro. Obviamente que por vezes sugiro alguns dos meus livros, ou até mesmo as minhas palestras. Mas até mesmo muitas das dicas ou sugestões que dou, já contidas nos artigos ou em resposta aos comentários, verifico que muitos dos leitores não as praticam porque necessitam da sua participação ativa. Devo dizer que também existem muitos leitores (ainda que sejam apenas uma minoria) que percebem que a informação disponibilizada não faz milagres, mas quando aplicada e implementada na vida da pessoa surte efeito a média ou longo prazo.
Aprofundei este assunto no artigo: 9 conceitos a lembrar quando a vida se torna difícil
Quero ressalvar que de modo nenhum estou contra os leitores que procuram melhoras rápidas, fáceis e sem esforço ou até mesmo de um “milagre“. Percebo a sua necessidade e o seu desejo. Eu apenas quero transmitir que na grande maioria das vezes esse caminho não conduz a pessoa à melhoria ou solução desejada, pelo contrário, pode prejudicar ainda mais o estado em que se encontra.
Se você é uma das pessoas que luta com alguma dificuldade ou problema à mais de seis meses, e não tem melhorado, ou procura a “cura milagrosa“, pondere assistir ao meu vídeo, lá explico alguns dos erros que pode estar a cometer para não encontrar a solução.
Fonte: http://www.escolapsicologia.com/tem-um-problema-decida-se-a-fazer-algo-para-melhorar/

quarta-feira, 22 de junho de 2016

COMO RECUPERAR DO ESTRESSE E ANSIEDADE PROVOCADO PELO TRABALHO?



relaxar do trabalho

Muitas pessoas desenvolvem ansiedade severa por causa das suas situações de trabalho. Ambientes de trabalho tóxicos ou tarefas estressantes podem criar estresse crónico, podendo vir a causar ansiedade a longo prazo, possivelmente até mesmo o desenvolvimento de algum transtorno de ansiedade. Saber gerenciar saudavelmente a ansiedade provocada pelo trabalho é difícil, mas não é impossível. Importa ficar a saber como a ansiedade se manifesta no corpo e na mente, agendar algumas rotinas restauradoras de energia e praticar a auto-compaixão.
A ansiedade provocada pelo trabalho nunca se restringe ao trabalho, afeta muitas outras áreas de vida. Muitas vezes difunde-se para a sua vida pessoal, até ao ponto de se tornar num transtorno mais grave. Caso perceba que já está a atingir o limite, faça o teste de Transtorno de Ansiedade Generalizada. Faça o teste aqui.
Em seguida apresento um vídeo com um excerto de uma consulta de psicologia online via Skype, onde explico ao meu paciente algumas estratégias e conceitos que clarificam a importância de reconhecer os sintomas físiológicos e cognitivos da ansiedade e que atividades pode realizar para libertar-se do estresse provocado pelo trabalho. Na minha explicação destaco três pontos essenciais:
1. Saber identificar o momento em que o seu problema se manifesta na forma de sensações ansiosas e pensamentos negativos e/ou desagradáveis.
2. Levar a si mesmo em consideração e praticar a auto-compaixão.
3. Agendar para o seu dia a dia atividades restauradoras da energia e libertação da mente.

COMPREENDA E IDENTIFIQUE AS SUAS EMOÇÕES E SENSAÇÕES FÍSICAS

Observe as suas emoções, tente perceber que são energia em movimento, que não são estáticas, que reagem aos acontecimentos de vida. As emoções são uma forma rudimentar de informação. Importa dedicar algum do nosso tempo a saber interpretá-las. Observe-as simplesmente, tentando não se envolver, ou seja, num primeiro instante não siga o impulso das mesmas. Siga o seu fluxo e perceba a influência que estão a ter no seu raciocínio. Em seguida, perceba se a influência das suas emoções estão a encaminhá-lo de acordo com os seus valores, significado de vida e objetivos. Faça isso para as emoções positivas e negativas. Na presença de emoções positivas ou negativas esforce-se para não perder a noção que tem de si mesmo.
Passe as suas emoções mais arrebatadoras pelo filtro da sua consciência. No intervalo entre um estímulo e a resposta, faça emergir a sua consciência, a sua sensatez e inteligência. verifique se os seus comportamentos e atitudes tendem a manter-se na linha dos seus objetivos. Ao efetuar este processo você promove um elevado nível de presença de espirito, ou seja, você consegue ter uma percepção mais alargada de si mesmo. Evitando que as suas emoções anulem parte de você mesmo, ou o reduzam apenas a um estado de alegria, tristeza, raiva, medo, euforia.

PRATIQUE A AUTO-COMPAIXÃO

A compaixão pode ser definida como perceber o sofrimento (o seu e o dos outros) como uma tendência a querer ajudar de alguma forma. A prática deliberada de prestar atenção para nós mesmos com carinho, amizade e empatia, envia uma mensagem implícita para o nosso cérebro que estamos com uma atitude positiva perante as dificuldades que estamos a enfrentar. A compaixão é empatia em ação. É a vontade explicita em fazer algo em prol do outro ou de nós mesmos. É percebermos as circunstâncias e as razões que estão na base dos acontecimentos, e se estes não estão de acordo com o que queremos, fazemos algo que possa contribuir positivamente para a melhoria. Este ato de autocompaixão ou compaixão é o agente do bem-estar essencial e facilita a conexão conosco mesmo, como os outros e com o mundo em geral.

DEDIQUE TEMPO A ATIVIDADES RESTAURADORAS

Além de construir e assumir uma atitude positiva na sua vida, você pode reduzir o estresse na sua vida, revitalizando-se. Se você disponibilizar regularmente algum do seu tempo para a diversão e relaxamento, você está a permite-se construir uma barreira à grande maioria dos estressores, assim como desenvolverá uma muito melhor “forma” para os enfrentar e debelar.
Formas saudáveis de se relaxar e revitalizar:
  • Caminhar
  • Passar algum tempo em actividades na natureza
  • Actividades com amigos e familiares
  • Libertar alguma da tensão com exercício físico
  • Registar o seu nível de estresse
  • Tomar um bom e relaxante banho
  • Saborear uma boa chávena de café ou chá
  • Jardinagem
  • Massagens
  • Ouvir música
  • Ver uma comédia
Não se deixe apanhar na azáfama da vida e esquecer-se de cuidar das suas próprias necessidades. Nutrir-se é uma necessidade, não um luxo.
  • Prepare tempo para o relaxamento. Incluir descanso e relaxamento na sua programação diária. Não permita que outras obrigações o impeçam de fazer esta excelente actividade. Esta é a altura de fazer uma ruptura com todas as responsabilidades e recarregar as baterias.
  • Conectar-se com os outros. Gastar tempo com pessoas de quem gosta. Um forte sistema de apoio será um óptimo inibidor dos efeitos negativos do estresse.
  • Faça algo que você aprecie todos os dias. Faça actividades de lazer que lhe trazem alegria, procure aquilo que as crianças tanto fazem bem, perca temporariamente a noção do tempo e envolva-se em algo onde se esquece de si mesmo. Todos nós já experimentámos esta excelente sensação. O autor, Mihaly Csikszentmihalyi no seu livro: Flow, descreve este estado de comprometimento com o prazer em atividades do dia a dia. Aprecie o estado de fluxo da sua vida.
  • Mantenha o seu senso de humor. Isto inclui a capacidade de rir de si mesmo. O ato de rir ajuda o seu corpo a combater o estresse de várias formas. A libertação de endorfinas na corrente sanguínea é um excelente inibidor dos sintomas lesivos do estresse.


Fonte:http://www.escolapsicologia.com/como-recuperar-do-estresse-e-ansiedade-provocado-pelo-trabalho/

quinta-feira, 19 de maio de 2016

ESTOU EMOCIONALMENTE PRESA NUMA RELAÇÃO TÓXICA, O QUE POSSO FAZER?

relacão tóxica

Você está querendo saber como romper com alguém que ainda ama? As dicas neste artigo foram criadas em resposta a uma leitora que vive uma relação tóxica, e irão ajudá-lo a saber lidar com isso. Você quer terminar, e apesar da relação já ser um tormento, provavelmente você ainda gosta dessa pessoa, preocupa-se com ela, e não deseja prejudicá-la.
Mas quanto mais tempo você espera para fazer isso, pior a dor será. Há coisas que você pode fazer para tornar este processo um pouco mais fácil para ambos. Acredito que as dicas que apresento mais em baixo poderão ajudá-lo também.

ENQUADRAMENTO DO PROBLEMA DA LEITORA

Boa noite, li um texto no blog e me identifiquei muito com relação à necessidade de mudanças, mas vivo fazendo as mesmas asneiras. Gostaria de uma visão de sua parte, sobre a minha situação de asneira abaixo, na qual não consigo sair e está empatando as demais áreas da minha vida.
Etapas da relação:
1- Paixão: Recém havia saído de um casamento de 20 anos. O que me chamou a atenção e atraiu foi a forma carinhosa, atenciosa como eu e minha filha fomos tratadas. Num momento de extremadificuldade emocional.
2- Realidade: Com o tempo de convivência fui percebendo que as diferenças de comportamento e maturidade estavam cada vez mais visíveis. Mas apesar de tudo, gostava e gosto dele.
Quem sou eu: Objetiva, realista, tive uma infância difícil e desde cedo batalhei pelos meus objetivos. Trabalho, estudos, faculdade, casamento. Independente financeiramente. Tenho uma filha de 6 anos que precisa de boas referências para um crescimento saudável. Tenho objetivos seja profissionais ou pessoais.
Quem é ele (na minha opinião/e da família dele): Homem de 39 anos dependente emocionalmente e financeiramente da família (atualmente da irmã, pois sua mãe faleceu a 1 ano). Mora com a irmã, não tem condições de morar sozinho, ter seu auto-sustento (porque não quer). Trabalhou pouquíssimo na vida, tem 2 imóveis no qual aluga e vive da renda (não adquiriu por esforço próprio, ganhou de herança dos pais). Fez 2 faculdades pagas pelo pai e não concluiu nenhuma delas. Pensa somente no hoje, sem se preocupar no amanhã. Não tem objetivos seja pessoais ou profissionais. Tem TOC no sentido de tornar coisas simples do cotidiano em coisas massivas, cansativas.
Tenho a sensação de que me transformo em um TOC dele, onde me sufoca. Como não tem objetivos e preocupações, quer ocupar seu tempo exclusivamente comigo. Me sinto mais sufocada do que quando era casada.
3- Já terminei a relação algumas centenas de vezes e sempre volto. Boa pergunta, porquê? Me dou conta que não consigo viver sozinha. Meu histórico de sair cedo da casa dos pais e entrar num casamento, nunca me deram esta oportunidade. E com isso, entro num circulo vicioso no qual não consigo sair.
Resumindo: Nossas diferenças geram conflitos constantes, intensos, cansativos (sinto que perco energia). Os conflitos sempre são gerados pela minha insatisfação com seu comportamento (ou a falta dele). Ele sempre na defensiva, e hoje é perceptível que não haverá mudança por parte dele. Todos estes problemas que vejo nele, ele finge que não existem (é mais cômodo), ou seja, estou sofrendo por um problema que não é meu, e ele não está sofrendo, pois pra ele não é um problema.
Atualmente percebo que este relacionamento esta atrapalhando minha vida em todos os sentidos: emocional, saúde, trabalho, etc. Parece loucura, porque não consigo sair de uma relação que é muito claro que não agrega nada de bom pra minha vida?

RESPOSTA À LEITORA

De maneira nenhuma posso aconselhar a que rompa o seu relacionamento. No entanto, para ajudar a que possa ficar mais esclarecida e com isso facilitar o seu processo de decisão, apresento algumas dicas:
1. O que é o amor?
De forma simples, poderei dizer que o amor é um  sentimento amplo e arrebatador gerado em relação a outra pessoa, que as aproximas de forma íntima e significativa. Muito mais poderia ser dito. Na verdade cada um de nós tem a sua própria definição de amor, e a sua própria forma de amar e expressar-se no amor. Se perguntasse a dez pessoas o que para elas é o amor, certamente obteria dez resposta distintas.
Então, quando você percebe o que está na base do seu amor, tudo fica mais claro. Não basta dizer que ama e pronto. É porque se sente segura? Porque sente compreensão do parceiro? Porque se sente orgulhosa ao lado dessa pessoa? Porque essa pessoa é carinhosa e atenciosa? Porque é inteligente? Porque partilham interesses comuns? Porque a faz sentir-se nem na sua pele?
2. Não consigo viver sozinha
Certamente a ideia que tem de não conseguir viver sozinha é ilusória. Ou seja, no momento que conseguir decidir-se a fazê-lo certamente percebe que consegue. Não é uma questão de conseguir ou não conseguir, mas sim de decisão. De decidir que no momento é o melhor. Depois deverá especificar porque será melhor, e ter uma noção concreta dos benefícios associados à decisão e ao mesmo tempo pensar no que irá fazer nos momentos em que se sentir sozinha.
3. Não consigo abandonar a relação
Este problema está associado ao anterior. Mais uma vez a ideia “não consigo” é ilusória. Certamente as vezes que diz ter terminado e depois voltado, é porque essa era uma estratégia de tentativa de mostrar ao seu parceiro que o incómodo é grande. Mas esse breve terminar, funciona como uma tentativa de alerta, para que o parceiro mude algo e as coisas possam melhorar.
Acredito que se associar um conjunto de benefícios, ou coisas que irá conquistar com o término da relação, não terá mais caminho de volta. Tente associar ao fim do relacionamento um conjunto de reforços (coisas boas ou menos más) que ganhará com essa decisão.
4. Há mais de um potencial parceiro
Um mito popular sobre o amor é que não há uma alma gêmea para todos. A verdade é que há muitas almas gêmeas disponíveis para todos nós. Cada um vai trazer novas experiências, e cada um vai nos preparar para o próximo relacionamento. Cada experiência falhada irá ajudar a saber o que nós não queremos em um relacionamento. Se você mantiver essas coisas em mente, será capaz de terminar mais fácil com o que você tem agora. Há esperança de encontrar alguém que possa lhe fornecer o que você precisa, e você por sua vez, pode fazer o mesmo para essa pessoa.
5. Fim de contato
Certifique-se que, depois de terminar, você não continua mantendo contato. Além disso, como você certamente vai sentir falta dele, lembre-se em primeiro lugar, por que você rompeu com ele. Pode manter as boas lembranças, mas igualmente recordar-se das razões que conduziram até à decisão de terminar. E, sobretudo não pense sobre como poderia ter sido se as coisas corressem bem.
6. A dor emocional não dura para sempre
Outro mito sobre o fim das relações é que a dor tem que continuar por semanas ou meses. Você vai ficar triste depois da decisão, porque nesse momento de certa forma você ainda gosta dele, e não o que magoar.
No entanto, essa tristeza não irá durar para sempre. Sinta a sua tristeza e decepção não não se resuma a isso. perceba que esse é um momento difícil que pouco a pouco irá passar. Engaje-se em alguma atividade, como exercício físico, leia o jornal, chore, mas não fique presa no passado. Não oiça músicas tristes ou assista a filmes tristes. Evite lugares onde ele possa conviver, pois isso só vai piorar as coisas.

SEGUIR EM FRENTE

Estas são maneiras de realizar o seu objetivo, e então você pode começar a seguir em frente e viver a sua vida. Não há nenhuma razão concreta para você se sentir mal por um longo período de tempo.
Você já usou algumas destas dicas para romper com alguém que você ainda ama? Achou as dicas úteis? Por favor, compartilhe nos comentários abaixo.
Abraço,
Miguel Lucas
Fonte:http://www.escolapsicologia.com/estou-emocionalmente-presa-numa-relacao-toxica-o-que-posso-fazer/