Changing Plain Jane

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sábado, 21 de novembro de 2015

9 MANEIRAS EFICAZES PARA ACALMAR A SUA MENTE ANSIOSA

Os pensamentos ansiosos quando invadem a nossa mente e se tornam persistentes podem conduzir-nos à angústia, ficando difícil tomar decisões para lidar com qualquer problema que enfrentamos. A ansiedade também pode levar à preocupação excessiva, tornando-nos ainda mais ansiosos, o que leva a mais pensamentos de preocupação, e assim por diante. Como você pode sair deste ciclo vicioso? Reprimir os pensamentos ansiosos não vai funcionar, isso ainda os irá reforçar mais, fazendo com que apareçam novamente, às vezes com mais intensidade. Mas existem técnicas muito eficazes que foram retiradas da terapia cognitivo-comportamental com base na mindfulness.
A seguir, apresento nove estratégias para ajudá-lo a conseguir libertar-se da angústia provocada pela ansiedade e seguir em frente com a sua vida:

1. DISTANCIAMENTO COGNITIVO

Tente ver os seus pensamentos ansiosos como suposições e não como fatos. Quando a sua ansiedade dispara e você começa a preocupar-se, a sua mente está tentando protegê-lo, prevendo o que poderia acontecer que pudesse ser prejudicial ou perigoso. Mas, só porque algo possa vir a acontecer não significa que assim será. Olhe para a evidência objetiva: “Qual é a probabilidade de que o resultado negativo irá realmente acontecer? Existe alguma coisa boa que pode acontecer em vez disso? E o que você acha que é mais provável de acontecer, com base na experiência passada e outra informação que você tem sobre a situação?
O distanciamento cognitivo permite que você consiga construir caminhos alternativos perante um “alarme” de ameaça aos seus objetivos, e com isso, você não fica “preso” na versão catastrófica que a sua ansiedade disparou.

2. DESFUSÃO COGNITIVA

Pare de se fundir com os seus pensamentos. Pense nos seus pensamentos como um fluxo de dados a passar na sua mente, ao invés da verdade objetiva sobre a situação. Os nossos cérebros são hipersensíveis à ameaça e perigo, porque isso foi um fato preponderante para a sobrevivência dos nossos antepassados. Alguns dos seus pensamentos podem ser apenas reações condicionadas e automáticas geradas por um cérebro que é orientado para a sobrevivência.
Assim sendo, quando você tem pensamentos ansiosos, perceba se existem fortes razões para estar a ter esses pensamentos. Depois escolha se quer ou não acreditar nesses pensamentos. Se escolher não acreditar, o passo seguinte é aceitá-los. Ao aceitá-los, você percebe que apesar de estarem a passar na sua mente pensamentos desagradáveis que fazem disparar o seu alarme, ou seja, a sua ansiedade, não tem de tomá-los como um fato.

3. PRATIQUE A ATENÇÃO PLENA (MINDFULNESS)

Pratique a observação dos seus pensamentos ansiosos, em vez de reagir automaticamente a eles. Pense nos seus pensamentos como nuvens negras que se aproximam e que fazem com que você queira fugir delas. Na verdade esses pensamentos não lhe podem fazer mal, eles apenas projetam essa possibilidade. Observe esses pensamentos, fique com eles sem nada fazer. Não reaja, não os alimente, não os desenvolva e certamente ele irão dissipar-se.

4. CONCENTRE-SE NA EXPERIÊNCIA DIRETA

Todos somos contadores de história por natureza. Não falo aqui da eloquência de contar uma história numa noite fria à lareira, numa reunião familiar. O que quero dizer é que a nossa mente conta histórias acerca de quem nós somos, do quão seguro estamos ou o quão amados somos pelos outros. Mas, nem todas essas histórias são exatas ou fidedignas. Às vezes, as nossas mentes são influenciadas por experiências negativas do passado.
Qual é a sua experiência no momento presente? A perceção que você tem é algo que está realmente acontecendo, é algo que poderia vir a acontecer, ou é algo parecido com o que você viveu no passado? Observe que essas projeções, ou histórias que você conta para si mesmo no momento presente não são a mesma coisa, mesmo que a sua mente possa tratá-las como iguais. Os acontecimentos passados, são isso mesmo, passado, e o que você teme vir a acontecer são construções mentais projetadas no futuro, mas que não estão acontecendo em lugar nenhum. Por isso, observe a sua experiência direta e construa uma resposta condizente com aquilo que está a acontecer no momento presente, e que possa ir ao encontro daquilo que você pretende realizar.

5. ROTULE OS VÁRIOS TIPOS DE PENSAMENTOS ANSIOSOS

Rotule o tipo de pensamento que você está tendo, em vez de prestar atenção ao seu conteúdo. Ao colocar em prática o ponto 3 sempre que estiver a prestar atenção aos seus pensamentos, quando você observar um julgamento (por exemplo, quão bom ou ruim a situação é), lembre-se de atribuir um nome, rotulando esse pensamento como – julgamento. Se você notar uma preocupação (por exemplo, que você está preocupado por poder vir a falhar ou experimentar uma perda) rotule esses pensamentos como – medo de falhar. Se você está criticando a si mesmo, rotule como –critica negativa.
O exercício de identificar o tipo de pensamentos ansiosos que está a ter, permite que você não dê demasiada importância ao conteúdo dos seus pensamentos, acrescendo também o benefício de você tomar consciência dos processos mentais que podem estar a contribuir para a sua ansiedade.
Depois destes passos dados, você poderá fazer perguntas capacitadoras do tipo:
  • Existem maneiras de pensar em que eu me julgue menos?
  • Existem formas de olhar a situação que me provoque menos preocupação?
  • O que posso fazer para me sentir mais seguro?

6. MANTENHA-SE NO PRESENTE

A sua mente está regurgitando o passado? Só porque algo negativo aconteceu no passado não significa que ele tem que acontecer hoje. Pergunte a si mesmo se as circunstâncias ou o seu conhecimento e habilidades de enfrentamento foram alteradas desde a última vez. Como um adulto, você tem mais escolha sobre com quem se associar e mais capacidade de identificar, antecipar, ou sair de uma situação ruim do que quando você era uma criança ou adolescente.
Hoje, com mais informação, com mais habilidades e conhecimento você será capaz de superar situações que no passado foram difíceis de gerenciar ou que deixaram  algumas marcas.
Se você sofre com os acontecimentos do passado e isso tem vindo a ser angustiante e a impedir que você caminhe em frente com a sua vida, pondere adquirir a minha palestra em vídeo: Superar o passado e promover o futuro.

7. AMPLIE A SUA VISÃO

Se você está se concentrando de forma muito restritiva sobre os aspetos ameaçadores de uma situação, ao invés de ver o quadro inteiro, então o seu pensamento já está a ser enviesado pela sua ansiedade. A ansiedade faz com que a nossa mente se concentre na ameaça imediata, sem considerar o contexto mais amplo. Se você percebe que o seu foco sobre a ameaça se tornou obsessivo, faça as seguintes questões:
  • Esta situação é realmente tão problemática como a minha ansiedade diz que é?
  • Mesmo sentido algum receio, como posso diminuir o meu incómodo?
  • Será que se eu me acalmar e focar-me no que mais importa realizar irá ajudar a sentir-me mais seguro?
  • Que impacto terá esta situação para a minha vida daqui a 1 ou 2 anos? Se tem pouco ou nenhum, então posso aliviar a preocupação?

8. FOQUE-SE NO PROBLEMA E ENCONTRE UMA SOLUÇÃO

Preocupar-se sobre uma questão sem criar uma solução não vai ajudá-lo a resolver o problema. Pode, de fato, torná-lo menos propenso a agir, alimentando a sua ansiedade. Quando a sua mente está presa numa espiral ascendente de ansiedade, você pode interrompê-la, utilizando o ponto anterior (ponto 7), olhando com uma visão mais ampla, para em seguida focar-se numa tarefa ou atividade diferente que possa ajudar a facilitar o resultado que você pretende alcançar.
Por vezes, quando a ansiedade se faz sentir, a pessoa fica envolvida nas consequências do problema, e com isso não se foca realmente no problema que tem em mãos. Mude a sua perspectiva, ao invés de focar-se nas consequências, foque-se na solução e na forma de reduzir o seu incómodo.

9. DECIDA SE UM DETERMINADO PENSAMENTO É ÚTIL

Mesmo que um pensamento seja verdadeiro não significa que ele é útil para se concentrar nele, pelo menos o tempo todo. Se apenas 1 em cada 10 pessoas conseguem o emprego que você procura, e você fica ruminando sobre a ínfima hipótese de vir a ser contemplado, pode conduzi-lo à desmotivação, inibindo a sua preparação e otimismo face a uma entrevista ou procura. Este é um exemplo de um pensamento que é verdadeiro, mas que não é útil na hora de você se preparar para obter o que deseja. Concentre a sua atenção no que é útil e deixar o resto ir!
http://www.escolapsicologia.com/9-maneiras-eficazes-para-acalmar-a-sua-mente-ansiosa/ 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

VOCÊ TEM TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL? FAÇA O TESTE

Por Miguel Lucas 
Existem muitos equívocos relativamente ao diagnóstico de ansiedade social. Por vezes confunde-se com timidez, com falta de habilidades sociais, com algum traço de personalidade, com introversão, com algumas fobias específicas, com transtorno do pânico. Vejamos um exemplo de um comentário que um leitor deixou em outro artigo publicado:
Sinto um enorme desconforto em locais com muita gente, saber que olham para mim, simplesmente falar nos olhos com uma pessoa (não consigo), falar em público nem que sejam apenas dois ou três amigos que conheço há muito tempo, já fico todo stressado e a voz trémula, apesar de tudo isso o meu maior problema é o fato da minha face, pressionada de tanto stress nessas situações de desconforto, começa a tremer, principalmente a zona da boca, e isso é bem visível. Eu não consigo estar simplesmente a olhar nos olhos de outra pessoa e ouvir o que ela tem a dizer, os meus lábios começam a tremer sempre, então tenho de colocar a mão no rosto para disfarçar. É horrível. Porque eu não tenho vergonha, nem nada disso, muito pelo contrário, eu até quero falar e tudo isso, porque sou uma pessoa muita sociável e sou o “palhaçinho do grupo” mas tenho este enorme problema que se agrava a cada dia. Desde os tempos da escolinha que eu nunca consegui apresentar trabalhos, porque sempre que tínhamos de ir para a frente da sala, o inferno começava. Porém agora está pior e quando tenho de tirar uma fotografia num sitio qualquer como um bar ou assim onde estão mais pessoas, é horrível, eu nem consigo sorrir porque os lábios tremem.”
Apesar desta descrição, o fato de uma pessoa ter medo de falar em público e ficar ruborizado na presença de outros, não tem necessariamente de considerar-se ansiedade social. No entanto, também não podemos numa primeira impressão dizer que é apenas timidez. Aquilo que mais define um transtorno de ansiedade social, para além de um conjunto de sintomas que estão associados, é a magnitude do desconforto, e o quanto afeta ou limita a vida da pessoa.
Apresento um teste de autoavaliação para ver se você tem transtorno de ansiedade social. Talvez possa imprimir e marcar todos os itens que se aplicam a você. (Esta autoavaliação não é um substituto para uma avaliação com um profissional de saúde mental.)

QUESTIONÁRIO DE TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL

Você sente desconforto e sintomas físicos incómodos em várias das situações:
  • Falar ao telefone
  • Ser apresentado para os outros
  • Ir abrir a porta
  • Interagir com os funcionários em um banco ou supermercado
  • Ir a consultórios médicos
  • Ir à igreja
  • Fazer compras em uma loja
  • Conduzir (por medo de que os outros motoristas estão pensando de você)
  • Usar banheiros públicos (não devido ao medo de germes)
  • Comer na frente de outras pessoas
  • Escrever ou assinar o nome na frente dos outros
  • Participar de eventos sociais
  • Sair para um encontro íntimo
  • Falar num pequeno grupo
  • Agir assertivamente
  • Expressar a sua opinião
  • Falar sobre si mesmo para os outros
  • Discursar num grande grupo
  • Situações de desempenho
ansiedade social
Você envolve-se em alguns destes comportamentos parciais de esquiva?
  • Uso de álcool ou drogas antes de entrar em uma situação social temida.
  • Se eu tiver numa situação social, fico o menor período de tempo possível.
  • Em situações sociais, tento assegurar que fico perto de uma pessoa “segura”.
  • Eu frequentemente tento distrair-me, sonhando acordado ou pensando em outras coisas.
  • Em conversa com outras pessoas evito contato com os olhos.
Quando está muito ansioso experimenta alguns dos seguintes sintomas físicos: 
  • Rubor
  • Agitação
  • Sudorese (transpiração)
  • Suores quentes ou frios
  • Desconforto no estômago
  • Tensão muscular
  • Batidas aceleradas do coração
  • Falta de ar
  • Aperto no peito
  • Sentimentos de fraqueza
  • Tontura / vertigem
  • Nó na garganta ou boca seca
  • Sentimentos de irrealidade
Você diz a si mesmo algumas das seguintes afirmações, seja antes, durante ou depois de uma situação social:
  • Eu sou um perdedor.
  • Sinto-me desajustado
  • Todo mundo pode saber o quão nervoso eu sou.
  • Eu não tenho nada de interessante para dizer.
  • Eu sou tão feio.
  • Sou sem graça.
  • Eu tenho que sair daqui antes de me envergonhar mais.
  • Minha voz está trémula.
  • Eu pareço estúpido
  • As pessoas devem pensar que estou louco.
  • Todo mundo acha que eu sou muito calado.
  • Se eu explodir e perder o controle, é o fim do mundo.
Outras questões-chave para perguntar sobre as suas reações em situações sociais temidas:
  • Será que evitar estas situações interfere com a minha rotina normal?
  • Será que o medo e evitamento interfere com o meu funcionamento académico ou profissional?
  • Será que o medo e evitamento interfere com as minhas atividades sociais e relacionamentos?
  • Será que ter ansiedade social causa-me dor intensa e sofrimento?
Agora reveja as suas respostas. Quanto mais itens você tiver marcado, mais provável é que você possa estar a sofrer de um transtorno de ansiedade social.
De acordo com o novo DSM-V (o atual Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a ser diagnosticado com transtorno de ansiedade social, o seu medo ou a ansiedade devem estar fora de proporção, no que se refere à frequência e / ou duração, com a situação real e os seus sintomas devem ser persistentes, com duração de seis meses ou mais. Para ser diagnosticado com transtorno de ansiedade social, você também deve sofrer de aflição ou prejuízo significativo, que interfere com a sua rotina normal em ambientes sociais, no trabalho ou na escola, ou durante outras atividades cotidianas.
Se você acha que pode ter transtorno de ansiedade social, um bom primeiro passo é conversar com o seu médico ou consultar um profissional de saúde mental. Leve as respostas a este questionário para ajudar a orientar a sua discussão.
Ninguém deveria ter de limitar a própria vida por causa do medo irracional. Agora, mais do que nunca, há maneiras de minimizar os efeitos nocivos da ansiedade social. Você deu um primeiro passo importante através do preenchimento deste questionário de autoavaliação.

http://www.escolapsicologia.com/voce-tem-transtorno-de-ansiedade-social-faca-o-teste/

quarta-feira, 5 de junho de 2013

ANSIEDADE: EVITAR LIDAR COM OS PROBLEMAS PODE SER PREJUDICIAL

A ansiedade é uma constante na vida de todos nós. A favor ou contra nós, inevitavelmente ao longo da vida a ansiedade vai-se manifestando, vai-se fazendo sentir nas mais variadas situações e com os mais variados sintomas físicos e cognitivos. A ansiedade em si mesma não é prejudicial, pelo contrário, uma determinada intensidade de ansiedade pode ajudar-nos a elevar o nosso desempenho em algumas tarefas. A ansiedade pode alertar-nos, ativar-nos, mobilizar-nos a energia e atenção face a um objetivo exigente e significativo. A ansiedade mexe connosco, é como um gatilho que nos força a dirigir a nossa atenção para algo. É na interpretação dos seus sintomas e na análise daquilo que sentimos, que a ansiedade pode tornar-se prejudicial. Pode levar a que a pessoa se sinta aterrorizada e angustiada, conduzindo-a ao evitamento. Quando a pessoa começa a restringir a sua vida através do evitamento de determinadas situações, fugindo ao incómodo que julga poder vir a sentir, ela prejudica-se.
Quando a pessoa começa a implementar a estratégia de evitamento como uma solução para a diminuição da sua ansiedade, pouco a pouco, pode começar a abandonar algumas atividades que eram importantes e significativas na sua vida. E com isso, a pessoa começa a sentir a sua qualidade de vida afetada negativamente. Ainda que numa fase inicial a pessoa julgue estar a resolver o seu problema, com o passar do tempo, provavelmente, percebe que o seu problema relacionado com a ansiedade aumentou. Utilizar a evasão ou evitamento, ou seja evitar lidar com os problemas da vida no sentido de diminuir o incómodo da ansiedade, pode ser devastador e minar a autoconfiança da pessoa.
O primeiro passo para superar a estratégia de evitamento é, aprender a reconhecê-lo (no momento que você está fazendo isso). Em seguida apresento algumas estratégias de evitamento que você pode estar utilizando. Pondere sobre a possibilidade de extingui-las, caso sinta que o prejudicam:
1. Você evita tomar ações que desencadeiam memórias dolorosas do passado. Por exemplo, você evita estabelecer laços sentimentais com potenciais parceiros porque no passado teve más experiências e agora está renitente, pensando que não vale a pena voltar a sentir amor por alguém, porque pode voltar a magoar-se.
Neste exemplo, ainda que possa parecer uma estratégia de proteção, evitando magoar-se, ao mesmo tempo a pessoa está tomando a decisão de restringir a sua vida no campo emocional, abrindo mão de estar recetiva ao envolvimento sentimental. Ainda que isso possa ser uma decisão consciente, se é tomanda por condicionamento do passado e por reação, provavelmente irá gerardor emocional.
Evitar coisas que desencadeiam memórias desagradáveis é um dos tipos comuns de estratégias de evitamento, para lidar com ansiedade gerada pelo passado doloroso, mas que pode comprovar-se ser prejudicial.

2. Você tornou-se hipervigilante a falhas, erros ou possíveis ameaças ao seu ego. Por vezes, algumas pessoas mais ansiosas, que ficam menos confiantes e com autoestima diminuída, podem tender a evitar o erro ou falha. Adotam este comportamento como uma proteção ao seu ego, para evitar sentirem-se mal, evitam que possam vir a sentir-se diminuidas ou com um senso de incapacidade. Qualquer situação que possam perceber como ameaça, ou seja, como sendo suscetível de fazerem má figura, ou perderem o controle da situação, evitam expor-se.
Este tipo de comportamento de evasão pode conduzi-lo à paralisia da ação, inibindo a grande maioria das iniciativas. O medo do fracasso pode tornar-se num obstáculo ao desenvolvimento pessoal, profissional e emocional.
Para aprofundar o assunto leia: 8 Dicas para superar o medo do fracasso
3. Você evita situações de confronto e de afirmação das sua ideias. Por exemplo, você evita pedir coisas que quer para não ter que enfrentar um possível não ou recusa, por parte da outra pessoa. As pessoas que ficam muito preocupadas com o possível desagrado por parte dos outros, evitando expor as suas opiniões ou decidir em oposição às ideias dos outros, podem ter desenvolvido ansiedade à rejeição. Podem ter necessidade de aceitação constante para se sentirem valorizadas. Algumas pessoas que no passado tiveram comportamentos indevidos e incorretos que levaram á rejeição, podem ter desenvolvido uma necessidade extrema de aceitação, anulando-se. Esta anulação é uma forma de evitamento. Ou seja, é um evitamento de expressão de si mesmo, por medo de rejeição.
Muitas vezes, para evitar que as outras pessoas fiquem dececionadas ou indignadas, as ações de evitamento comprovam-se prejudiciais. A pessoa acaba fazendo coisas que são mais propensas a causar raiva, por exemplo, evitando dizer a alguém que não pode ir a um evento, e depois acaba chegando muito tarde.
4. Você tem tendência a parar de trabalhar num objetivo, quando um pensamento que provoca ansiedade vem à tona. Por exemplo, você tende a parar de seguir os seus objetivos ou tarefas difíceis, sempre que você começa a pensar “Isto é difícil” ou “Eu não tenho certeza se vou ser capaz de fazer isto.” A expetativa de ineficácia pode fazer disparar a ansiedade cognitiva. A ansiedade cognitiva tem a ver com os pensamentos negativos, de incapacidade, de dúvida, de incerteza, de falta de confiança, que são associados aos sintomas de ansiedade sentido no corpo e ao medo de falhar.Leve em consideração que este tipo de pensamentos são frequentes quando se trabalha com metas difíceis. E, que a ansiedade sentida pode ser benéfica se a utilizar a seu favor. Se a utilizar como uma ativação do seu organismo que lhe disponibiliza mais energia. Ao canalizar essa energia para ações que facilitem a obtenção do objetivo, pode aumentar a sua autoconfiança e perspetiva de autoeficácia.
5. Você evita sentir sensações estranhas. Você evita conversas potencialmente embaraçosas, não tanto porque você teme as consequências, mas porque você tem uma tendência a evitar qualquer sentimento de estranheza. Você pode evitar ser confrontado, dizer o seu nome, sentir-se olhado, sentir-se apreciado, ser o centro das atenções. Quando você começar a permitir-se experimentar constrangimento, algum tipo de embaraço ou exposição, provavelmente vai perceber que não é tão ruim assim e que consegue lidar positivamente com isso.
6. Você evita iniciar uma tarefa, quando não sabe como vai terminar ou se será bem sucedido. Não se preocupe com todos os passos, por vezes o importante é começar. No inicio dos processos, levantar questões viradas para o futuro podem fazer disparar a ansiedade de forma desmedida. Por exemplo: “Será que o meu esforço valerá a pena?” Esta é uma pergunta sem resposta, nada nem ninguém poderá saber no momento presente, algo que só poderá ser comprovado no futuro. Uma pergunta mais capacitadora  e menos geradora de ansiedade seria: “O que posso fazer para me certificar que aumento o máximo possível a probabilidade de vir a ter sucesso?” Perguntas em que a resposta dependa de você mesmo e possam ser respondidas no presente, podem provocar uma sensação de controle e com isso aumentar a motivação e confiança sobre aquilo que se propões a fazer.
7. Você evita determinadas sensações físicas. Isto é especialmente comum em pessoas propensas a ataques de pânico. Exemplos:
  • As pessoas muito ansiosas (e pessoas com transtorno do pânico), por vezes, evitam as sensações de esforço, por exemplo, evitar o aumento da frequência cardíaca durante o exercício físico.
  • Pessoas com problemas de imagem corporal podem evitar as sensações sexuais que ativam as suas preocupações com a imagem corporal.
  • Pessoas que comem compulsivamente, por vezes evitam sentir a sensação de fome, e isso leva a que comam antes de sentir as sensações de fome.
Usualmente a excessiva monotorização sobre as sensações físicas incómodas, deve-se à associação negativa que se faz das mesmas, provavelmente porque numa experiência passada gerou grande incómodo, desagrado, perda de controle ou ansiedade elevada. Se você tem este tipo de comportamento de evitamento, pondere informar-se melhor acerca do medo das suas sensações físicas, certamente criou um ideia errada acerca do possível dano que essas sensações podem causa-lhe. Nós estamos preparados para um alargado espetro de sensações, a grande maioria de grande utilidade para a regulação da nossa vida.

8. Você evita entrar em situações que podem desencadear pensamentos do género: “Eu não sou o melhor. Eu não sou tão bom quanto as outras pessoas.” Se a sua noção de autoestima é baseada em ser melhor do que as outras pessoas na grande maioria das áreas da sua vida, certamente irá deparar-se com inúmeras situações que desencadeiam a comparação social desfavorável. Isso pode realmente afastá-lo das coisas em que sente dificuldade ou julga não ser tão bom quanto os outros. Este tipo de comportamento pode impedi-lo a melhorar-se, ou a melhorar os seus pontos fracos.
Se você expressa este tipo de comportamento de evitamento, pondere expor-se a situações onde pode não ser tão bom quando desejável, mas em que se compromete a aprender e a melhorar. Por vezes, algumas pessoas vão desenvolvendo o perfeccionismo desmedido, o que causa grande sofrimento, dado que a pessoa espera ser perfeita em tudo o que faz. Como o termo perfeição é uma avaliação subjetiva e pessoal, a pessoa pode criar parâmetros fora da realidade, que raramente consegue alcançar.

CONCLUINDO

O evitamento como estratégia de redução da ansiedade, é uma estratégia de curta duração que tem o efeito paradoxal a longo prazo. A pessoa pode sentir-se aliviada no momento em que pratica o evitamento daquilo que lhe é incómodo, mas deixa de resolver o seu problema, acabando por aumentar os danos associados aquilo que teme. O evitamento não é uma estratégia aconselhada para gerir a ansiedade, e muito menos na resolução de problemas que emergiram da tentativa dereduzir a ansiedade.
Para aprofundar o assunto leia: 5 Hábitos destrutivos que geram ansiedade